- Bolsas de Nova York abriram em leve alta, com Dow Jones subindo 0,62% (51.988,85 pontos), S&P 500 avançando 0,09% (7.561,19) e Nasdaq ganhando 0,22% (26.741,196 pontos).
- O otimismo acompanha a proximidade da assinatura de acordo entre Estados Unidos e Irã, prevista para sexta-feira na Suíça.
- A cautela persiste entre investidores de energia devido à lacuna entre o anúncio e os detalhes do acordo.
- O petróleo caiu, atingindo o menor nível em três meses diante do cenário de comunicação sobre o acordo.
- No cenário global, o Bank of Japan elevou a taxa básica de 0,75% para 1%, o maior patamar em mais de três décadas, o que pode impactar inflação e preços de energia.
As bolsas de Nova York abriram em leve alta nesta terça-feira (16), em meio ao alívio causado pela proximidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O movimento acontece antes da assinatura prevista para sexta-feira, na Suíça, e também reflete cautela sobre as divulgações completas do texto acordado.
A sessão teve o Dow Jones em alta de 0,62%, aos 51.988,85 pontos, o S&P 500 com ganho de 0,09%, aos 7.561,19 pontos, e o Nasdaq avançando 0,22%, aos 26.741,196 pontos. As instituições seguem atentos aos passos de Washington e Teerã.
O memorando de entendimento entre os dois países deverá ser formalizado na sexta, segundo o líder paquistanês. Mesmo com o otimismo, investidores aguardam os detalhes do texto para medir impactos reais no comércio e nos mercados.
Acordo EUA-Irã e o impacto no petróleo
O acordo trouxe alívio inicial, com a queda dos preços do petróleo para o menor nível em três meses. Analistas avaliam que a redução pode atenuar pressões inflacionárias, mas destacam que a implementação e a verificação do acordo são cruciais para a continuidade do movimento.
Segundo a Ativa Investimentos, o Irã sinalizou não cobrar pedágios formais no Estreito de Ormuz, mas pode taxar serviços na região. A prática pode manter o petróleo sob pressão de risco, ainda que o efeito seja discutível conforme o andamento das negociações.
Cenário global
Entre os destaques internacionais, o Bank of Japan elevou a taxa básica de juros de 0,75% para 1%, o maior patamar em mais de três décadas. A decisão reforça preocupações inflacionárias associadas à desvalorização do iene e aos custos de energia.
Para Rafael Passos, analista da Ajax Asset, o movimento japonês aciona o monitoramento dos impactos da alta de juros sobre a inflação. Ele aponta que, mesmo com a inflação ao consumidor aquecida, a transmissão dos custos de energia para os preços ao produtor exige atenção.
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