- O Parlamento Europeu aprovou redução de tarifas sobre vários produtos dos EUA, em um acordo firmado em 2025, com a ameaça de tarifas adicionais caso não houvesse avanço até 4 de julho.
- A União Europeia concordou em eliminar tarifas sobre bens industriais norte-americanos e dar preferência a produtos agrícolas dos EUA; os EUA mantêm tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus.
- O economista Ricardo Hammoud destaca que a Europa é tradicionalmente protetora e que o lobby agricultor na UE é forte, o que explica o tempo necessário para acordos, como o do Mercosul com a UE.
- Segundo ele, o Brasil precisa seguir negociando, pois o caminho diplomático tende a ser mais eficiente do que táticas de curto prazo adotadas pelos EUA.
- Hammoud afirma que o Brasil pode buscar alianças dentro da União Europeia, como na Alemanha, para defender seus interesses por meio de negociação e reduzir o impacto do protecionismo.
O Parlamento Europeu aprovou a redução das tarifas de importação sobre vários produtos dos Estados Unidos. O acordo, firmado em 2025, chegou a ser ameaçado por Donald Trump caso as medidas não entrassem em vigor até 4 de julho.
A União Europeia concordou em eliminar as tarifas sobre os produtos industriais norte-americanos e conceder maior preferência aos itens agrícolas dos EUA. Em contrapartida, os Estados Unidos mantiveram tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus.
Ricardo Hammoud, professor de economia, explica que a Europa historicamente atua de forma protecionista, com forte lobby agrícola influenciando decisões. Segundo ele, o Brasil precisa seguir negociando para ampliar espaço dentro do bloco.
Para o pesquisador, a estratégia brasileira é mais eficaz do que táticas dos EUA, que podem trazer ganhos de curto prazo, mas impactos negativos no médio prazo. O Brasil tem produção competitiva e respeito às regras fitossanitárias, destaca.
Ele ressalta a importância de buscar parcerias dentro da União Europeia, incluindo a Alemanha, para defender interesses brasileiros e reduzir o peso do protecionismo. A participação brasileira nas negociações pode favorecer acordos mais equilibrados.
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