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Checagem desmente fuga de 232 empresas do Brasil para o Paraguai sob Haddad

É Fake: o número diz respeito a empresas que passaram a produzir no Paraguai desde 2007, não à gestão de Haddad; pico ocorreu entre 2016 e 2020

Mais de 230 empresas brasileiras chegaram ao Paraguai desde a promulgação da Lei Maquila, de 2007 — Foto: g1
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  • Não é verdade que 232 empresas brasileiras tenham “fugido” para o Paraguai durante a gestão de Fernando Haddad na Fazenda; o número se refere ao total de empresas aprovadas desde 2007 para atuar sob o regime da Maquila.
  • A Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai informou que não houve operação restrita ao governo atual; o levantamento usa dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai e aponta 318 indústrias com aprovação desde 2007, com maior atividade entre 2016 e 2020.
  • O regime da Maquila, criado em 1997, prevê produção no Paraguai mediante matriz no exterior, com foco na exportação e tributação simplificada (1% de imposto sobre o Valor Acrescentado Nacional ou sobre o valor da nota, conforme o montante mais alto).
  • Em abril deste ano houve anda aprovação da Lei nº 7547/2025 para ampliar incentivos, incluindo empresas do setor de serviços, com regulamentação publicada em abril.

Foi verificado que as publicações que afirmam que 232 empresas brasileiras “fugiram” para o Paraguai durante o governo atual são falsas. A divulgação foi desmentida pela Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, que apresentou dados oficiais do governo paraguaio.

Segundo o levantamento, o número citado não se refere apenas ao período de gestão de Haddad na Fazenda (2023-2026), mas a partir de 2007. O estudo aponta 318 indústrias com aprovação para operar sob a Lei Maquila, de diferentes nacionalidades.

Contexto da Lei Maquila

De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, a Lei Maquila, criada em 1997, visa estimular produção voltada à exportação com tributação reduzida. A aprovação recente de 7547/2025 ampliou incentivos para o setor de serviços, em vigência desde abril.

O pico de pedidos de empresas brasileiras ocorreu entre 2016 e 2020, quando 45 projetos foram aprovados. O Brasil figura como o país com mais empresas no programa, seguido por Argentina, Países Baixos e EUA.

Implicações e desdobramentos

Os registros indicam que o movimento não é exclusivo de uma gestão específica, mas de um regime vigente há décadas. A divulgação também revela que o objetivo do regime é promover desenvolvimento industrial e empregos formais, com foco na exportação.

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