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Como funciona o consórcio e se vale a pena investir

Com juros elevados, consórcio atinge recordes em 2025, com 12 milhões de participantes e mais de R$ 500 bilhões em créditos, ampliando compras planejadas sem juros |

Modalidade fechou 2025 com ótimos resultados. De janeiro a dezembro, o total de cotas comercializadas chegou a 5 milhões
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  • Em 2025, o total de cotas comercializadas chegou a 5,16 milhões, alta de 15% ante 2024; o volume de créditos superou R$ 500,27 bilhões, 32,1% acima do ano anterior.
  • O número de participantes ativos em consórcio fechou o ano em 12 milhões.
  • Os estados com mais cotas vendidas em 2025 foram: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Rio de Janeiro, respectivamente: 1.097.637; 498.892; 405.479; 381.890; 240.727.
  • O consórcio não tem juros, mas envolve custos como taxa de administração, fundo de reserva, seguro prestamista e reajustes anuais das parcelas; a contemplação pode ocorrer por sorteio ou lance.
  • Em 2026, a decisão de investir depende do perfil e objetivo financeiro: pode ser interessante para evitar juros, com vantagens como parcelas mais acessíveis e flexibilidade, mas atenção a prazos de contemplação, taxas e reajustes.

O consórcio segue em expansão no Brasil e se firma como alternativa de compra planejada para imóveis, veículos e serviços. O crescimento ocorre em um cenário de juros elevados e Selic acima de 10%, quando financiamentos tradicionais ficam mais caros.

Em 2025, o total de cotas vendidas atingiu 5,16 milhões, alta de 15% em relação a 2024. O volume de créditos comercializados ficou acima de R$ 500 bilhões, 32,1% maior que no ano anterior. Participantes ativos somaram 12 milhões, segundo a ABAC.

O funcionamento é simples: grupos com participação de pessoas contribuem mensalmente para um fundo, gerido por administradoras autorizadas pelo BC. Mensalmente, contemplados recebem a carta de crédito para comprar o bem desejado.

A contemplação é por sorteio mensal ou lance, que permite antecipar a carta de crédito. A modalidade não cobra juros, mas impõe custos como taxa de administração, fundo de reserva, seguro prestamista e reajustes anuais das parcelas.

Distribuição regional e finalidades do consórcio

Segundo a ABAC, São Paulo lidera as adesões em 2025, seguido por Minas Gerais, Paraná, Bahia e Rio de Janeiro. Entre as finalidades, imóveis apresentaram crescimento de 44,7% em adesões.

Vantagens, custos e perspectivas

Entre as vantagens, estão parcelas mais acessíveis e ausência de juros bancários. Despesas envolvidas incluem taxas administrativas e reajustes. A contemplação pode demorar, e atrasos afetam a participação nos sorteios.

Vale a pena em 2026?

O aproveitamento depende do perfil financeiro e da urgência na compra. Quem não tem pressa pode considerar o consórcio como alternativa de planejamento patrimonial, com foco em longo prazo.

Considerações finais

O consórcio ganha espaço em meio a um crédito mais caro, oferecendo aquisição planejada sem entrada. O cenário regional e as regras de cada empresa influenciam a escolha pelo modelo.

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