- Rest. Boi na Brasa, em Newark, NJ, registrou movimento de cerca de 1.600 clientes entre as duas unidades, com faturamento estimado em multiplicar por seis.
- O governo de Nova Jersey investiu US$ 155 milhões para receber oito jogos e teme retorno abaixo do esperado, além de volume maior de atuação do mercado negro.
- O senador Declan O’Scanlon (Partido Republicano) disse que contribuintes do estado estão sendo “roubados” pela foco regional da Copa, que favorece Nova York.
- Ingressos da final chegam a US$ 30 mil; o menor valor anunciado pela Fifa é US$ 60, aumentando a percepção de que turistas gastariam mais na cidade vizinha.
- A projeção oficial do Comitê Anfitrião NY/NJ é de US$ 3,3 bilhões em impactos econômicos e 26 mil empregos, mas economistas contestam os números, apontando possíveis ilusões de benefício.
O público de Nova Jersey observa o efeito da Copa do Mundo com misto de otimismo e cautela. Dois restaurantes da família Mubarak em Newark tiveram forte movimento no sábado, quando a seleção brasileira empatou com Marrocos, elevando o faturamento nas unidades da churrascaria Boi na Brasa. O gerente Kalani Mubarak afirmou que as vendas quase dobraram e estimou crescimento aproximado de seis vezes.
A alta demanda ocorreu em meio a ruas fechadas para celebrações e a presença de segurança reforçada. Em Newark, onde fica a maior concentração de brasileiros na região, o ambiente foi marcado pela expectativa de grandes públicos para os jogos, especialmente na cidade vizinha de Nova York, considerada o principal polo de lucros da Copa para a região.
Investimento e temores de retorno
O governo de Nova Jersey investiu US$ 155 milhões para receber oito partidas, incluindo a final, entre 2026 e o período do torneio. Autoridades locais temem que o benefício não compense o gasto público ou que o turismo gere mais dinheiro a Nova York do que ao estado.
No entanto, a diferença de ganhos entre cidades preocupa legisladores. O senador Declan O’Scanlon, do Partido Republicano, afirmou que os contribuintes podem arcar com custos sem ver retorno equivalente, principalmente se o turismo se concentrar em hospedagem e consumo em Nova York. A críticas decorrem do déficit orçamentário de Nova Jersey, estimado em US$ 1,5 bilhão.
Projeções econômicas sob avaliação
O comitê anfitrião NY/NJ projeta impacto econômico de US$ 3,3 bilhões para todo o megaevento, com a geração de 26 mil empregos. A estimativa aponta cerca de US$ 400 milhões por jogo, o que alimenta expectativas de movimentação financeira significativa para a região.
Economistas e pesquisadores divergem. Uma professora da Seton Hall University afirmou que as projeções estariam infladas, citando precedentes de 1994, quando cidades-sede registraram prejuízos. A hotelaria de Nova York relata estabilidade em reservas, com alta demanda típica de temporada, refletindo na taxa de ocupação de até 96% no pico de junho e julho.
Contexto local e impactos
Em Nova Jersey, o restante do estado mantém ocupação menor, cerca de 65%, com exceção de áreas litorâneas. Analistas destacam que a maior parte dos visitantes tende a permanecer em Nova York, o que pode reduzir o efeito direto sobre o comércio local do estado anfitrião.
A cobertura acompanha as estratégias de segurança, logística de viagens e a distribuição de visitantes entre Nova York e Nova Jersey, buscando mapear onde o dinheiro realmente fica durante a Copa.
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