- Nesta quarta-feira, Copom, no Brasil, e Fomc, nos Estados Unidos, definem as respectivas taxas básicas de juros; o mercado vê Fed mantê-la e Selic cair 0,25 ponto porcentual no Brasil.
- No Brasil, o Copom deve reduzir a Selic de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano, repetindo os movimentos das duas últimas reuniões, com anúncio após as 18h30.
- Nos Estados Unidos, a maioria espera manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano; será a primeira reunião do Fed sob o comando de Kevin Warsh.
- A inflação externa continua alta e o mercado de trabalho norte-americano segue robusto, o que sustenta cautela do Fed para não reduzir juros neste momento.
- No Brasil, parte do mercado já não vê espaço para nova queda de juros, mas há quem espere sinalizações de interrupção de cortes para monitorar o IPCA e as projeções para os próximos trimestres.
O Copom e o Fed definem juros nesta “super quarta-feira”, com decisões esperadas para hoje sobre as taxas básicas. No Brasil e nos Estados Unidos, o foco é manter ou ajustar a política monetária diante da inflação elevada. As decisões ocorrem após o fechamento do dia de reuniões.
No Brasil, o Copom realiza o encontro de política monetária para determinar a Selic. O comunicado com o veredito costuma ser divulgado após as 18h30. O mercado aguarda uma redução discreta, refletindo o cenário de desaceleração da inflação.
Nos EUA, o Fomc define a taxa de juros. A decisão é anunciada por volta das 15h30 no horário de Brasília. O mercado aposta pela manutenção, diante de inflação ainda elevada e um mercado de trabalho firme.
Perspectivas nos EUA
A expectativa majoritária é pela manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A inflação ao consumidor tem mostrado resistência, sustentando cautela entre autoridades. O cenário internacional influencia, mas a sinalização tende a manter a política estável.
Além disso, há atenção ao histórico de cortes sob a nova administração. Mesmo com sinais de esforço para controlar preços, a inflação elevada pode sustentar a pausa em cortes por enquanto. O mercado monitora indicadores de atividade e emprego.
Perspectivas no Brasil
No Brasil, a aposta é de queda modestamente superior a 0,25 ponto percentual na Selic, aproximando-a de 14,25% ao ano. O consumo e a atividade têm mostrado recuperação, mas com pressões inflacionárias persistentes.
Alguns agentes entendem que o ciclo de cortes pode interromper-se caso o IPCA supere a meta ou haja piora nas projeções de preços. O Copom pode sinalizar prudentemente a continuidade da calibração dos juros em próximos encontros.
Desdobramentos e impactos
A decisão de hoje deve impactar câmbio, juros futuros e custos de crédito. Enquanto o Fed mantém postura cautelosa, o BC brasileiro pode manter espaço para ajustes adicionais, dependendo das informações que chegarem nos próximos 45 dias.
Dentre analistas, há divergência sobre o ritmo de redução da Selic. Alguns veem novo corte já nesta reunião, outros aguardam confirmação de trajetória da inflação e das projeções para 2027 e 2028.
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