- Cerca de 3,3 milhões de trabalhadores autorizaram instituições financeiras a consultar saldos do FGTS para usar recursos na renegociação de dívidas pelo Desenrola 2.0, totalizando cerca de R$ 3,88 bilhões em débitos.
- A autorização de consulta não garante renegociação automática; a Caixa Econômica Federal precisa analisar cada pedido.
- Até 12 de junho, a Caixa aprovou a liberação de aproximadamente R$ 10 milhões em 17,1 mil operações, com transferência prevista para 25 de junho.
- O programa permite usar até 20% do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor; expectativa é liberar até R$ 8,2 bilhões para reduzir endividamento.
- Descontos variam de 30% a 90% do principal, com juros máximos de 1,99% ao mês; o governo criou uma garantia com recursos públicos, em avaliação pelo Tribunal de Contas da União.
Desenrola 2.0 registra pedidos de FGTS para quitar ou reduzir dívidas. Cerca de 3,3 milhões de trabalhadores autorizaram instituições financeiras a consultar saldos do FGTS, o que envolve aproximadamente R$ 3,88 bilhões em débitos.
A autorização de consulta não assegura renegociação. Os pedidos passam por análise da Caixa Econômica Federal antes de qualquer acordo com credores. Segundo o Ministério do Trabalho, 94,3% aderiram ao saque-aniversário; 86,9% têm antecipações em andamento.
Como funciona o uso do FGTS no Desenrola 2.0
O trabalhador consulta o saldo e autoriza o banco a acessar as informações. Em seguida, negocia abatimento com a instituição credora. A Caixa tem até 30 dias para formalizar contratos e registrar dados no sistema.
A liberação inicial já ocorreu: até 12 de junho, a Caixa aprovou cerca de R$ 10 milhões em 17,1 mil operações, com transferência prevista para 25 de junho. As regras permitem usar até 20% do saldo ou até R$ 1 mil, o que for maior.
Quem pode participar e condições
Lançado em maio, o Desenrola 2.0 atende quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105). Dívidas elegíveis são contratadas até 31 de janeiro de 2026 e em atraso entre 90 dias e 2 anos, incluindo cartão, cheque especial e crédito pessoal.
Os descontos podem chegar a 90% do valor principal. Juros não excedem 1,99% ao mês, conforme as regras. O governo disponibiliza uma calculadora para estimar os benefícios em cada caso.
Financiamento público e resultados
O programa conta com garantias financiadas com recursos públicos. Até maio, R$ 5,7 bilhões foram destinados para cobrir inadimplência, em análise pelo TCU. Em junho, balanço aponta renegociação total de ~R$ 20 bilhões em dívidas.
Ao todo, houve cerca de 1,4 milhão de renegociações, com desconto médio em torno de 85% do valor original. O montante das dívidas renegociadas passou de R$ 20 bilhões para cerca de R$ 2,7 bilhões no último levantamento.
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