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Diversificação sustenta agro paulista diante turbulência no setor, diz secretário

Diversificação paulista sustenta exportações do agronegócio com produção recorde, infraestrutura, crédito e pesquisa para encarar a crise

O secretário também defendeu a criação de mecanismos que ampliem o acesso ao crédito para o setor (Bruno Andrade/VEJA)
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  • São Paulo, com 3% da área do país, responde por cerca de 18% a 20% das exportações do agronegócio brasileiro, beneficiado pela diversificação de culturas e pelo processamento local.
  • O agronegócio nacional vive crise financeira, com endividamento elevado, crédito mais caro e menor rentabilidade; o governo paulista investe em infraestrutura, crédito rural, seguro agrícola e pesquisa para mitigar impactos.
  • O setor no estado teve PIB de 625 bilhões de reais, representando aproximadamente 20% da economia paulista, com atuação além da produção primária, incluindo processamento, indústria, serviços e logística.
  • Medidas em debate para enfrentar a crise incluem ampliar crédito, discutir um fundo garantidor para produtores e aprimorar a renegociação de dívidas, com necessidade de atuação nacional para planos como o Plano Safra.
  • O secretário enfatiza produtividade e tecnologia como diferenciais, aponta oportunidades em biometano, SAF e bioenergia, e defende avanços em rastreabilidade e certificação; destaca regularização fundiária, que já regularizou mais de 250 mil hectares nos últimos três anos.

O agronegócio brasileiro vive um momento de tensão, apesar de recordes de safra. A elevação do endividamento, o crédito mais caro e a queda das margens desafiam produtores. A avaliação é do secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, em evento recente.

São Paulo, com apenas 3% da área nacional, responde por 18% a 20% das exportações do setor. O estado destaca a diversificação de culturas e a presença da indústria de processamento como vantagens frente à crise. Melo Filho aponta que o agro paulista não é apenas produção primária.

O PIB do agronegócio paulista chega a 625 bilhões de reais, segundo o secretário. O setor representa cerca de 20% da economia estadual, com participação relevante em processamento, tecnologia, serviços e logística.

Infraestrutura e crédito

Para enfrentar a situação, o governo paulista investe em infraestrutura, crédito rural, seguro agrícola e assistência técnica. Recuperação de estradas vicinais e apoio a pequenos e médios produtores estão entre as medidas.

O secretário defende mecanismos que ampliem o acesso ao crédito, inclusive a criação de um fundo garantidor para produtores rurais. A proposta está em debate em Brasília e pode complementar renegociações de dívidas.

Melo Filho ressalta que tais instrumentos devem ser estruturados a nível nacional, pois os estados não dispõem dos mesmos mecanismos financeiros do Plano Safra.

Produtividade e novos mercados

O grande diferencial do estado é a produtividade aliada à adoção de tecnologia. Segundo ele, o foco não é apenas a terra, mas a qualificação, a tecnologia e a eficiência.

Há oportunidades em mercados de transição energética, como biometano e SAF, além de soluções de bioenergia. O governo paulista também trabalha para ampliar rastreabilidade e certificação, antecipando exigências internacionais.

O objetivo é manter o acesso aos mercados externos e aumentar a competitividade, por meio de informações confiáveis, rastreabilidade e certificação.

Regularização fundiária

A regularização fundiária é apontada como política-chave para estimular investimentos e ampliar o crédito. Em três anos, mais de 250 mil hectares foram regularizados no estado, segundo Melo Filho.

A medida oferece segurança jurídica aos proprietários e permite usar as terras como garantia para financiamentos. O secretário citou o Pontal do Paranapanema como exemplo de redução de conflitos e fortalecimento econômico local.

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