- O dólar fechou em alta de 0,39%, a R$ 5,0867, após alcançar máxima de R$ 5,1030 pela manhã.
- O movimento reflete cautela com o cenário fiscal, as eleições e as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, além do recuo do petróleo.
- A pesquisa CNT/MDA mostrou Lula com vantagem na corrida presidencial, com 31,8% no primeiro turno e 49,3% no segundo; Flávio Bolsonaro teve 28,2% no primeiro turno e 36,8% no segundo.
- O petróleo Brent caiu para US$ 78,96 o barril, (-5% na sessão), após notícias sobre possível retomada das exportações iranianas.
- Analistas apontam que o câmbio pode permanecer sensível a sinais de política monetária, com o dólar possivelmente mantendo força diante de juros internos e externos.
O dólar fechou em alta frente ao real nesta terça-feira (16), embora tenha passado parte do dia em queda. A moeda norte-americana chegou a tocar R$ 5,0495 e terminou em R$ 5,0867, com alta de 0,39%. O movimento ocorreu em meio a receios fiscais e a um petróleo em queda.
A cautela é alimentada pela proximidade de decisões de política monetária no Brasil e nos EUA. Investidores aguardam o comportamento do Fed e possíveis sinais sobre altas de juros, enquanto o cenário fiscal interno gera preocupação com a trajetória da Selic.
Além disso, pesquisas eleitorais reforçam o cenário de continuidade de políticas atuais. A CNT/MDA aponta reforço do favoritismo de Lula, o que influencia o humor dos mercados e o apetite por ativos de risco.
O petróleo registrou queda superior a 5%, arrastando ativos de risco. O Brent para agosto caiu para US$ 78,96 o barril, menor nível desde março, em meio a rumores sobre retomar exportações iranianas.
A percepção de menor apetite ao risco também foi comentada por operadores. A percepção de eleitores mantendo o atual comando econômico aumenta a pressão por ajustes na taxa de câmbio, com a curva de juros sob observação.
O dólar acompanha o movimento de uma cesta de moedas fortes, com o índice DXY próximo a 99,55 pontos no fim da tarde. O câmbio segue sensível a decisões macro e a sinalizações dos bancos centrais.
Analistas destacam que, com o petróleo em queda, o fluxo externo pode permanecer difícil. Ainda assim, o mercado já precifica a manutenção de uma política fiscal expansionista caso haja continuidade governamental.
Segundo especialistas, a expectativa de tolerância do mercado aos juros depende de futuros comunicados do Copom e de o Fed sinalizar uma trajetória de aperto monetário. O cenário externo permanece relevante para a direção do câmbio.
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