- O governador do Banco de Espanha, José Luis Escrivá, sinalizou a possibilidade de impor limites a hipotecas de maior risco se o preço da moradia continuar subindo.
- A instituição analisa a viabilidade de limitar legalmente esse tipo de empréstimo, em linha com recomendações de entidades internacionais como o FMI.
- O Banco de Espanha estima um stock de crédito privado equivalente a cinco pontos do PIB no país.
- Escrivá alertou que tais medidas poderiam impactar o fluxo de crédito, o consumo e o mercado de aluguel, e ressaltou que a situação atual não é a mesma da bolha imobiliária de há cerca de duas décadas.
- O comentário também abordou a simplificação regulatória da União Europeia, destacando a necessidade de melhorar a planejamento e a previsibilidade dos supervisores, sem reduzir o capital das entidades.
O governador do Banco de Espanha, José Luis Escrivá, abriu a porta para limitar hipotecas de risco caso o preço da casa siga subindo. A instituição avalia a viabilidade de estabelecer limites legais para esse tipo de crédito. A medida é discutida diante da escalada recente no mercado imobiliário.
Escrivá afirmou que o banco responderá a solicitações de organismos internacionais, como o FMI, que defendem avaliações sobre esse tipo de empréstimo. O Banco de Espanha já vinha estudando a conveniência de impor tais limites, segundo um relatório elaborado pela PwC.
A instituição analisa impactos potenciais sobre o fluxo de crédito, consumo e mercado de aluguel. Escrivá ressaltou que os efeitos podem variar conforme o desenho da medida e que o resultado é sensível. A posição atual é diferente da bolha imobiliária de 20 anos atrás, segundo ele.
Regulação e crédito privado
O governador também tratou do peso do crédito privado na economia, estimando um estoque próximo a cinco pontos do PIB. Ele disse que a exposição de bancos a esse tipo de financiamento não é elevada, mas que esses ativos são relevantes para a financedora de empresas.
Ele afirmou que não vê um perfil mais arriscado entre os signatários desses fundos, compostos por empresas jovens. Mesmo assim, o Banco de Espanha continua monitorando o setor, que já se tornou ingrediente importante da economia espanhola.
Escrivá comentou ainda a proposta de simplificação regulatória da União Europeia. O foco foi a densidade regulatória, com ressalva de não reduzir o capital das entidades. Ele defendeu maior previsibilidade sobre as intenções de supervisores.
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