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Legacy aposta em moedas ligadas à IA, evita ações no exterior

Legacy mantém 80% do portfólio no exterior, evita bolsa brasileira e aposta em moedas ligadas à IA, como won e dólar taiwanês, em meio a juros altos

Gustavo Pessoa, sócio fundador da Legacy: 80% do fundo da gestora investe no exterior
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  • Legacy Capital tem cerca de oitenta por cento do portfólio no exterior e evita a bolsa brasileira.
  • A gestora investe em moedas ligadas à IA, como o won sul-coreano e o dólar taiwanês.
  • Gustavo Pessoa afirma que não veem valor nos ativos de risco brasileiros e focam nos efeitos indiretos do ciclo de tecnologia.
  • Coreia do Sul e Taiwan devem se beneficiar da demanda por infraestrutura de IA; investimentos globais em data centers, chips, processadores e memória atingiram US$ 500 bilhões no ano passado e podem chegar a US$ 800 bilhões neste ano.
  • Após a correção dos preços de títulos de crédito, a busca por entradas em infraestrutura e crédito tradicional retorna com cautela, diante de juros altos e necessidade de gestão ativa.

A Legacy Capital mantém cerca de 80% do seu portfólio no exterior e prefere ativos ligados à infraestrutura de inteligência artificial a ações brasileiras. A gestão tem investido em moedas associadas ao avanço da IA, como o won sul-coreano e o dólar taiwanês, segundo o sócio fundador Gustavo Pessoa, em evento da Inter Asset ocorrido na terça-feira, 16.

A tese central é capturar efeitos indiretos do ciclo de investimentos em tecnologia, em vez de apostar em empresas específicas. Países como Coreia do Sul e Taiwan, com papel estratégico na cadeia global de semicondutores e memória, seriam beneficiados pela aceleração da demanda por infraestrutura de IA. Investimentos globais nesse segmento somaram cerca de US$ 500 bilhões no último ano e podem alcançar US$ 800 bilhões neste.

Crédito volta ao radar

Após a correção dos preços dos títulos de crédito a partir de março, a gestora passou a enxergar pontos de entrada mais interessantes tanto em infraestrutura quanto em crédito tradicional. Pessoa ressalta cautela: não se pode afirmar que o cenário não piore, mas hoje há condições que favoreceriam novas deteriorações apenas com eventos de crédito relevantes.

O gestor aponta que o atual patamar de juros exige maior seletividade e gestão ativa. Em posições consideradas, a carteira precisa ser ainda mais qualificada, com reduções rápidas caso haja sinais de piora. A estratégia segue flexível, com exposição global e foco em oportunidades pontuais, em meio a um ambiente desafiador.

Cenário e perspectivas

A visão de ainda haver volatilidade coloca a Legacy em posição de ajustar rapidamente a exposição a ativos de infraestrutura e crédito tradicional. O foco permanece em estratégias que ofereçam resiliência diante de juros elevados e de oscilações de demanda no setor de tecnologia.

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