- O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira, a redução de tarifas de importação sobre produtos industriais dos Estados Unidos, cumprindo parte do acordo firmado em julho de 2025 entre a União Europeia e o governo dos EUA.
- A decisão foi de 440 votos a favor, 151 contra e 50 abstenções, e eliminou as tarifas sobre todos os produtos industriais dos EUA.
- O acordo prevê acesso preferencial ao mercado europeu para uma ampla gama de produtos agrícolas e frutos do mar dos EUA, em contrapartida de tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos da UE.
- Os europeus poderão suspender as preferências tarifárias caso os EUA mantenham tarifas superiores a 15% sobre derivados de aço e alumínio da UE até 31 de dezembro de 2026.
- Uma avaliação dos efeitos comerciais deve ficar pronta até junho de 2029; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou a aprovação.
O Parlamento Europeu aprovou a redução de tarifas de importação sobre produtos industriais dos Estados Unidos. A decisão, tomada nesta terça-feira (16 jun 2026) em Estrasburgo, França, cumpre parte de um acordo comercial entre a União Europeia e o governo americano assinado em 2025. A medida evita nova escalada tarifária.
Segundo o texto do acordo, as tarifas sobre a maioria dos produtos industriais dos EUA são eliminadas pela UE. Em contrapartida, os EUA devem aplicar tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos da União Europeia. O objetivo é manter o equilíbrio comercial entre as duas partes.
O parlamento também estabeleceu salvaguardas para amortecer danos à indústria europeia, inclusive no setor agrícola, caso as consequências sejam graves. A avaliação dos efeitos do acordo deve ficar pronta até junho de 2029. A presidente da Comissão Europeia saudou a aprovação como cumprimento da parte europeia.
Detalhes do acordo e salvaguardas
A Câmara europeia determinou que, se os EUA mantiverem tarifas acima de 15% sobre derivados de aço e alumínio da UE até 31 de dezembro de 2026, as preferências tarifárias da UE poderão ser suspensas. O mecanismo de salvaguarda envolve o Conselho da UE e o Parlamento Europeu, para ajustes conforme o cenário comercial.
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