- O preço do petróleo despencou após o anúncio de um acordo entre EUA e Irã, com o Brent atingindo US$ 119,42 na máxima e fechando abaixo de R$ 80 (R$ 79,90).
- O entendimento pode reduzir tensões no Golfo Pérsico e visa reativar o acordo nuclear de 2015, que limita o programa iraniano em troca de alívio de sanções.
- A expectativa de maior produção iraniana e a possível desaceleração econômica global ajudam a sustentar a pressão de baixa nos preços.
- O petróleo norte-americano WTI também caiu, chegando a US$ 115,20 na máxima e fechando próximo de R$ 78,50.
- No Brasil, a Petrobras informou que ajustará a política de preços conforme o mercado internacional, o que pode levar a queda nos preços dos combustíveis; especialistas apontam continuidade da tendência de baixa, sujeita ao andamento das negociações.
O preço do petróleo despencou nesta segunda-feira, 16, após o anúncio de um acordo entre EUA e Irã. O Brent chegou a US$ 119,42, mas fechou abaixo de 80 dólares, em torno de US$ 79,90, na manhã de terça-feira. A queda reflete expectativas de redução de tensões na região do Golfo Pérsico.
Analistas apontam que o entendimento entre os dois países pode reativar o acordo nuclear de 2015, com o consequente alívio de sanções ao Irã. Em paralelo, cresce a expectativa de aumento da produção iraniana no curto prazo.
O movimento também é influenciado pela perspectiva de desaceleração global, que pode reduzir a demanda por petróleo. Historicamente, o barril segue oscilações fortes desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
O petróleo Brent já teve máxima de US$ 147 em março de 2022, após o início do conflito. A última vez que caiu abaixo de US$ 80 havia sido em março de 2023, em meio a mudanças de oferta no mercado.
O WTI, referência dos EUA, também recuou nesta segunda-feira, chegando a US$ 115,20 na máxima do dia e fechando em torno de US$ 78,50 na manhã de terça-feira. A variação impacta os mercados internacionais.
Essa tendência de baixa pode permanecer nos próximos meses, dependendo das negociações entre Washington e Teerã e da evolução da economia global. No Brasil, a Petrobras informou intenção de ajustar preços conforme o mercado internacional.
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