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Petróleo cai e atinge menor preço em três meses

Petróleo cai para menor nível em três meses após acordo entre Estados Unidos e Irã para fim da guerra, com Hormuz aberto e provável impacto na oferta global

Imagem: Dado Ruvic/Illustration/Reuters
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  • O barril Brent caiu para US$ 81,21 por volta das 7h18, menor nível intradiário desde 10 de março, com queda de 2,34% no momento.
  • A oscilação desde o último pregão de alta, na quarta-feira passada, acumula queda de 12,8%.
  • Desde o início da guerra, a cotação já subiu 14,7%, indo de US$ 72,48 a US$ 83,17, com a máxima perto de US$ 120.
  • As altas estão ligadas à restrição de tráfego no Estreito de Hormuz, rota que escoa cerca de 20% do petróleo mundial.
  • EUA e Irã anunciaram acordo para fim da guerra no Oriente Médio; Trump afirmou que Hormuz seria aberto sem pedágio e que o bloqueio naval seria removido.

O preço do petróleo recuou, atingindo o menor nível intradiário em três meses, após as negociações sobre o fim da guerra no Oriente Médio. O Brent caía para US$ 81,21 por barril por volta das 7h18, com queda de 2,34% em relação ao pregão anterior. O mínimo anterior tinha sido em 10 de março, a US$ 81,16.

A queda ocorre em meio aos desdobramentos do acordo entre Estados Unidos e Irã para pôr fim ao conflito e permitir a reabertura do Estreito de Hormuz, rota que escoa cerca de 20% da produção global. A volatilidade acompanha a tentativa de normalizar o fluxo de petróleo.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, a cotação acumulou alta de 14,7%. O Brent já tinha chegado a US$ 120 na máxima do período, com a guerra afetando o fornecimento pela restrição de passagem pelo estreito.

O estreito é crucial para o abastecimento global, conectando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. A interrupção da passagem tende a pressionar preços e desorganizar cadeias de suprimento globais.

Acordo anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em rede social, prevê a abertura integral de Hormuz sem pedágio e a remoção do bloqueio naval ao Irã. A implementação e os efeitos sobre o comércio ainda dependem de próximas etapas diplomáticas.

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