- O petróleo Brent para agosto caiu 5,06%, para US$ 78,96 por barril, e o WTI para julho caiu 5,82%, para US$ 76,05 por barril.
- A queda ocorreu após notícia de que um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã pode levar Teerã a vender petróleo imediatamente após a assinatura do memorando, prevista para sexta-feira.
- O acordo pode abranger setores bancário, de transporte e de seguros para facilitar as vendas, segundo fontes.
- Grandes bancos revisaram seus cenários: Goldman Sachs projects Brent em US$ 80 e WTI em US$ 75 no quarto trimestre; Citi projeta Brent em US$ 70 e WTI em US$ 66 no mesmo período.
O petróleo encerrou o pregão desta terça-feira abaixo de 80 por barril pela primeira vez desde março, com o Brent para agosto caindo 5,06% e o WTI para julho perdendo 5,82%. O recuo ocorreu em meio a expectativas de acordo entre EUA e Irã.
A sinalização de um memorando de entendimento entre os dois países alimentou o pessimismo no mercado, intensificando a queda após o The Wall Street Journal divulgar que Teerã poderia iniciar vendas imediatamente após a assinatura do acordo.
Brent, negociado na ICE, fechou em US$ 78,96 por barril; já o WTI, na Nymex, ficou em US$ 76,05. Os movimentos refletem a percepção de normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, segundo analistas e participantes do mercado.
O acordo, que avançaria em setores como bancário, transporte e seguros, estaria previsto para ser assinado nesta sexta-feira, segundo reportagens de imprensa. Caso confirme, poderia facilitar a retomada de exportações iranianas de petróleo.
O ambiente de expectativas também levou bancos a revisarem cenários. O Goldman Sachs reduziu a projeção de preço médio do Brent no quarto trimestre de 2024 para US$ 80, ante US$ 90, e o WTI para US$ 75, frente US$ 85 anteriores.
O Citi também ajustou as expectativas, prevendo Brent em US$ 70 e WTI em US$ 66 no mesmo período, contra estimativas anteriores de até US$ 84 para o Brent. As mudanças refletem a possibilidade de normalização do tráfego marítimo no Golfo.
Em análise, a equipe de commodities do Citi afirmou que o mercado precifica o memorando, não ainda o acordo que assegure fluxos estáveis pelo Estreito de Ormuz no médio prazo, o que explicaria a magnitude da queda atual.
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