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Queda do petróleo no exterior ainda não diminui preço dos combustíveis no Brasil

Queda do petróleo abaixo de US$ 80 ainda não reflete nos preços dos postos brasileiros; diesel pode cair primeiro, gasolina fica próxima de R$ 7 e Procons intensificam fiscalização

Queda do petróleo no exterior ainda não reflete no preço dos postos de combustível brasileiros
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  • O preço do petróleo no exterior caiu para US$ 79,61 o barril, depois de chegar a US$ 119,84 durante o conflito no Oriente Médio, mas a queda ainda não se refletiu nos preços dos postos no Brasil.
  • A gasolina está próxima de vencer a marca de R$ 7 por litro, mantendo o bolso do consumidor sob pressão.
  • A expectativa é de que o diesel seja o primeiro combustível a registrar queda, já que parte é importada e pode chegar a preços mais baixos às distribuidoras e à Petrobras.
  • Procons intensificaram a fiscalização; em Goiás, foram registradas 219 autuações por preços abusivos em quatro meses.
  • Economista Luiz Carlos Ongaratto afirma que o produto importado tende a ficar mais barato e facilitar o repasse aos postos; Marco Palmerston, do Procon-GO, destaca impactos diretos no consumidor.

O preço do petróleo caiu no mercado internacional, chegando a menos de US$ 80 o barril. Mesmo assim, a queda ainda não se refletiu nos preços dos combustíveis nas bombas brasileiras. A gasolina segue próxima de R$ 7 por litro, impactando o orçamento dos motoristas.

Durante o conflito no Oriente Médio, o barril atingiu pico perto de US$ 119,84, algo superior a R$ 600. Com o fim do cenário de tensão atrelado à expectativa de redução, o petróleo recuou para US$ 79,61. Especialistas apontam que o efeito no Brasil não é imediato.

Perspectivas de preço

O diesel tende a cair primeiro, por ter parte da produção importada. O economista Luiz Carlos Ongaratto aponta que o produto importado pode ficar mais barato, facilitando repasses para postos por parte de importadoras e da Petrobras.

Já a gasolina pode demorar mais, em razão das margens de lucro na cadeia de distribuição. O acompanhamento regulatório permanece ativo para coibir abusos. Em Goiás, o Procon registrou 219 autuações por preços abusivos em quatro meses.

Desdobramentos e fiscalização

Marco Palmerston, da equipe do Procon-GO, afirma que houve reajustes expressivos em alguns postos, elevando o preço final ao consumidor. A fiscalização segue como instrumento de proteção ao consumidor diante de variações do mercado.

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