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Renda fixa fica atento à primeira fala de Kevin Warsh, diz gestor

Gestores acompanham primeira fala de Warsh no Fed; cenário global com Fed e Copom domina a semana, volatilidade e juros em foco

Alexandre Silveira, da Tenax Capital, Gustavo Pessoa, da Legacy Capital, e Ian Lima, da Inter Asset (da esquerda à direita)
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  • O Fed tende a manter a taxa, mas a primeira fala de Kevin Warsh à frente da instituição pode mover o mercado de renda fixa.
  • Warsh sinalizará que o próximo movimento não será de queda e, se houver mudança, deve ser para cima; Powell continua no comitê.
  • O novo presidente é crítico do tamanho do balanço do Fed e defende menos guidance, o que pode tornar juros de longo prazo mais voláteis.
  • No Brasil, o Copom deve encerrar o ciclo de queda da Selic, encerrando em 14,25%; o cenário é fortemente influenciado por fiscal e inflação.
  • Fatores como recuo do petróleo, eleições em outubro e avanço da inteligência artificial elevam volatilidade e reforçam a necessidade de diversificação nas carteiras.

O mercado de renda fixa aguarda a primeira fala pública de Kevin Warsh, indicado para chefiar o Federal Reserve, para entender o rumo da instituição diante de juros altos. A coletiva acontece após sinalizações de manutenção da taxa nos EUA, prevista para esta quarta-feira.

Gestores presentes em São Paulo destacam que, independentemente do resultado da decisão, o discurso de Warsh tende a mover mais o mercado. O foco está na leitura sobre o tamanho do balanço do Fed e na sinalização de trajetórias de juros.

Alexandre Silvério, Tenax, ressalta que o tom da fala pode impedir movimentos bruscos. O cenário envolve a coexistência de Jerome Powell no colegiado e a nova leitura sobre inflação, com a visão de que o teto permanece acima da meta.

Gustavo Pessoa, Legacy Capital, comenta que Warsh é crítico do tamanho do balanço e favorece menos guidance, o que pode aumentar a volatilidade de juros de longo prazo. O efeito se estende aos mercados globais de renda fixa.

Parte da discussão envolve o papel da inteligência artificial na inflação americana, que tem relação com investimentos em tecnologia e demanda por serviços cobrados em dólares. O tema é citado como parte do cenário de custos e demanda.

No Brasil, a atenção se volta ao Copom, com expectativa de fim do ciclo de queda da Selic. A aposta é de 14,25% ao ano, após a atuação recente que começou em 15%. O fator fiscal é apontado como principal condicionante.

Silvério aponta que a relação entre política monetária e fiscal conduz a juros elevados. A inflação, segundo o Boletim Focus, voltou a subir após o fim da guerra, aumentando o desafio para o Banco Central.

Ian Lima, Inter Asset, observa que a inflação ajustada pela expectativas está em patamar baixo para crescimento competitivo, mas alerta para a necessidade de previsibilidade da trajetória da dívida pública. Não se deve flertar com desequilíbrios.

O recuo do petróleo após o fim do conflito e a proximidade das eleições de outubro elevam a volatilidade. Gestores sugerem seletividade: crédito com menor endividamento, oportunidades específicas na bolsa e posições táticas em multimercados.

Daniel Castro, Inter Asset, destaca que a diversificação é essencial para evitar ficar preso ao CDI. Mesmo com desempenho recente aquém, ele recomenda portfolios com hedges, teses no exterior e gestão baseada em perfil e horizonte.

Caso haja incertezas semelhantes, a estratégia de investimento deve priorizar a diversificação e a gestão profissional de risco. O objetivo é equilibrar juros reais, volatilidade e oportunidades de retorno no cenário doméstico e externo.

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