- A Sabesp demitiu dois funcionários e suspendeu outros sete após apuração sobre vazamento de gás no bairro da República, centro de São Paulo, ocorrido em quatro de junho.
- A empresa criou a Diretoria de Segurança Operacional, unificou as áreas de Engenharia e Operações e dividiu a área de Clientes e Tecnologia em duas diretorias distintas.
- O plano de ação envolve três pilares: procedimentos de engenharia e segurança, monitoramento intensificado de todas as frentes de trabalho e expansão do treinamento e certificação dos colaboradores.
- A Sabesp informou que vai triplicar o número de fiscais em campo, de duzentos para seiscentos, e ampliar o uso de tecnologia no monitoramento das obras.
- No mês anterior, houve explosão no Jaguaré que deixou duas pessoas mortas e outras duas feridas, em obra da Sabesp; moradores relataram cheiro de gás algumas horas antes do ocorrido.
A Sabesp anunciou a demissão de dois funcionários e a suspensão de outros sete após apuração sobre vazamento de gás ocorrido no dia 4 de junho, no bairro República, centro de São Paulo. A medida faz parte de ações para reforçar a segurança em obras e operações da companhia.
A empresa informou a criação da Diretoria de Segurança Operacional e a unificação das áreas de Engenharia e Operações. Também haverá a divisão da área de Clientes e Tecnologia em duas diretorias distintas, como parte de um pacote de medidas para ampliar o controle técnico.
O plano de ação, apresentado pela Sabesp, tem três pilares: procedimentos de engenharia e segurança, monitoramento de todas as frentes de trabalho e ampliação de treinamento e certificação dos colaboradores. A empresa vai triplicar o número de fiscais em campo, de 200 para 600, e ampliar o uso de tecnologia no monitoramento das obras.
Explosão no Jaguaré
No mês anterior, ocorreu uma explosão na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, que resultou em duas mortes e duas pessoas feridas. Moradores relataram cheiro de gás cerca de três horas antes do incidente, que provocou a interdição inicial de 46 imóveis.
O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) divulgou nota de repúdio ao que chamou de desmonte técnico do saneamento e pediu apuração rigorosa. A entidade citou risco à segurança dos trabalhadores e à qualidade das operações, associando o episódio a um processo de desestruturação técnica na Sabesp.
Privatização
A privatização da Sabesp foi concluída em 23 de julho de 2024, sob a gestão do estado. Representantes dos trabalhadores criticaram o desmonte de quadros próprios e a terceirização, apontando impactos na segurança operacional. O sindicato dos engenheiros ressaltou que a operação depende de mão de obra qualificada para manter padrões técnicos.
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