- Na América Latina e no Caribe, cerca de 13,5 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos existem, sendo cerca de 90% mulheres.
- A maioria atua na informalidade, com apenas uma em cada cinco pessoas coberta pela seguridade social e cerca de oito em cada dez sem proteção formal.
- Há quinze anos, a Convenção nº 189 da OIT reconheceu o trabalho doméstico como trabalho, ampliando direitos em diversos países, mas a aplicação ainda é desigual.
- Migrantes enfrentam maiores obstáculos, como políticas migratórias restritivas, custos de recrutamento e reconhecimento de competências.
- Projeções apontam que o futuro do setor depende do envelhecimento da população, expansão dos cuidados, maior participação feminina e digitalização; no ritmo atual, levaria oitenta e cinco anos para proteção universal.
Há 15 anos, a Convenção nº 189 da OIT reconheceu o trabalho doméstico como trabalho e garantiu direitos iguais aos demais trabalhadores. A adoção ocorreu em 2011, marcando um marco histórico para trabalhadores domésticos em todo o mundo.
Hoje, esse segmento é essencial para famílias, sociedades e economias. Profissionais cuidam de residências, preparam refeições e prestam serviços a crianças, idosos e pessoas com deficiência.
Na América Latina e no Caribe, cerca de 13,5 milhões de trabalhadores domésticos são atuantes, 90% mulheres. A região enfrenta informalidade e acesso limitado a direitos e proteção social, com participação fraca na seguridade.
Contexto regional da América Latina e Caribe
Embora haja avanços legislativos, a aplicação efetiva dos direitos ainda é desafiadora. Em 2021, o uso da proteção legal global aumentou, mas na região apenas 20% dos trabalhadores domésticos tinham seguridade social, enquanto oito em cada dez permaneciam informais.
A alta informalidade eleva riscos de acidentes e doenças ocupacionais e aumenta a vulnerabilidade na idade. Trabalhadores migrantes enfrentam políticas restritivas, custos de recrutamento e dependência de empregadores.
Desafios atuais e caminhos
O envelhecimento da população, o crescimento dos sistemas de cuidados e a maior participação feminina devem ampliar a demanda por serviços de cuidado. A digitalização e as mudanças climáticas também influenciarão o setor.
Ainda assim, para que todos os trabalhadores domésticos estejam protegidos, é preciso acelerar mudanças nos próximos 15 anos. O movimento sindical regional tem ganhado força para defender direitos e reformas legais.
A Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas reúne 94 organizações em 71 países, representando mais de 676 mil pessoas. Na região, organizações locais promovem reformas, ratificam tratados e fortalecem políticas de cuidado.
Nesse ritmo, estima-se que seriam necessários 85 anos para universalizar a proteção. O momento exige ações rápidas para assegurar condições de trabalho decentes e justiça social para quem sustenta o bem-estar das famílias.
Entre na conversa da comunidade