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Analistas rebaixam ações do Nubank por fatores de desempenho e risco

Citi e Bank of America rebaixam Nubank por risco de expansão de crédito e mudanças na gestão, com queda de lucro e ROE projetados

Imagem coloriuda de mulher mexendo no celular. Ao fundo, logotipo do Nubank na tradicional cor roxa - Metrópoles
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  • O Citi rebaixou a recomendação das ações do Nubank de compra para neutra, com ajuste no preço‑alvo de US$ 18 para US$ 13.
  • O Bank of America reduziu a recomendação para underperform, passando o preço‑alvo de US$ 16 para US$ 10.
  • O Citi aponta risco de crescimento acelerado de crédito, com a ARPAC impulsionada por crédito representando cerca de 60% da ARPAC total e maior exposição a crédito com desconto.
  • O relatório do Citi revisou para baixo as estimativas de lucro do Nubank: US$ 3,7 bilhões em 2026 e US$ 4,4 bilhões em 2027, com ROE esperado em 25%.
  • O BofA destacou a troca do CFO, Rob Livingston, após a saída de executivos-chave, dizendo que o timing e as mudanças aumentam incerteza e deterioração de ativos.

O Citi e o Bank of America rebaixaram as ações do Nubank nos últimos dias, citando motivos diferentes, mas com foco em frentes de risco e rentabilidade. As mudanças intensificam a pressão sobre a fintech mineira de serviços financeiros.

Para o Citi, a visão passou de compra para neutra, com o preço-alvo caindo de US$ 18 para US$ 13. O banco aponta risco na expansão acelerada de crédito e na dependência de crédito para a monetização e a rentabilidade.

O BofA reduziu a recomendação para underperform e o preço-alvo caiu de US$ 16 para US$ 10. Os analistas destacam incertezas com o timing de mudanças administrativas e a depreciação da qualidade dos ativos.

Crédito foi o eixo principal do alerta do Citi. A instituição afirma que a ARPAC depende fortemente de crédito, representando cerca de 60% da métrica. O relatório cita exposição a crédito consignado como fator de risco.

A análise ressalta que o crédito por desconto em folha tende a pressionar margens e transferir estresse para produtos sem garantia, elevando a vulnerabilidade de cartões e empréstimos pessoais.

No fronto de lucros, o Citi revisou para baixo as projeções de lucro de 2026 e 2027, reduzindo o ROE esperado para 25% (de 30%). O banco aponta menor visibilidade de ganhos e maior desafio na expansão internacional.

No início do mês, o Nubank anunciou Rob Livingston como novo CFO, substituindo Guilherme Lago. A empresa registrou queda de até 10% nas ações com o anúncio, segundo o BofA.

Além de Lago, deixaram o grupo o presidente e COO Youssef Lahrech, o diretor de produtos Jag Duggal, o diretor de tecnologia Vitor Olivier e o gerente de risco de crédito Ravi Prakash. A mudança amplia a circulação de comando na fintech.

Para o Bank of America, o timing da troca e a instabilidade na governança aumentam o risco/retorno do investimento, ainda que o CFO tenha experiência relevante. A instituição cita incertezas na liderança como aspecto a monitorar.

O Bradesco BBI mantém visão mista sobre o Nubank. O analista Marcelo Mizrahi aponta que as ações recuaram perto de 30% em 2026, com defensores de recuperação por sazonalidade e provisões sazonais. E otimistas veem overreaction.

Mizrahi afirma haver divisões entre investidores externos e internos, com foco nos EUA, governança e ciclo de crédito. O relatório do banco prevê leve recuo de lucro em 2026 e 2027, ainda mantendo tom mais favorável.

O Morgan Stanley, em relatório recente, destacou encontros com gestores e investidores em Nova York e Boston. A instituição reforça que o Nubank pretende crescer além do Brasil, mantendo foco em alavancas de expansão no longo prazo.

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