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Banco Central reduz Selic para 14,25% ao ano e não sinaliza novos cortes

Banco Central reduz Selic a 14,25% pela terceira vez consecutiva e não sinaliza novos cortes, mantendo monitoramento de inflação e petróleo

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
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  • Banco Central reduziu a Selic de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano, após reunião do Copom.
  • Foi a terceira redução consecutiva de 0,25 ponto percentual no atual ciclo de afrouxamento monetário.
  • O BC afirma que o atraso na transmissão da política monetária, com juros elevados no passado, ajudou a desacelerar a atividade e sustenta o corte neste momento.
  • O Copom não sinaliza novos cortes e continuará monitorando indicadores de preços e atividade econômica para calibrar o ciclo.
  • O contexto inclui inflação que voltou a subir e fatores externos como preços do petróleo e a decisão do Federal Reserve.

O Banco Central reduziu a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, de 14,50% para 14,25% ao ano, após a reunião do Copom encerrada hoje. A decisão mantém o ciclo de afrouxamento iniciando o caminho para a convergência da inflação.

A autoridade monetária informou que o corte de 0,25 ponto percentual é a terceira consecutiva do seu ciclo atual. A justificativa é a transmissão mais clara da política monetária para acalmar a atividade econômica, após período de juros elevados.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, informou que a manutenção de juros elevados nos trimestres anteriores permitiu esse recuo neste momento. O Copom afirma continuar monitorando preços e atividade econômica para calibrar o estágio seguinte.

Contexto recente

A decisão ocorre em meio a indicadores que mantêm dúvidas sobre a inflação. O IPCA de 12 meses voltou a subir após período de acomodação, elevando as projeções para 2027 e 2028. O banco avaliou que trajetórias de convergence à meta são compatíveis com a suavização da inflação.

Ainda neste cenário, os preços internacionais do petróleo recuaram após acordo entre EUA e Irã para encerrar conflito no Oriente Médio. Apesar da queda, o BC ressalta a necessidade de acompanhar efeitos secundários nos preços domésticos de combustíveis.

Impactos e próximos passos

A instituição destacou que não sinaliza novos cortes neste momento, mantendo vigilância sobre principais indicadores de preços e atividade. A magnitude do ciclo de calibração dependerá de novas informações que afetem a inflação.

Com a queda, a Selic retorna a patamar próximo ao recorde atingido há quase 20 anos, após elevações iniciadas em 2024 para conter a inflação. O Copom se reunirá novamente em cerca de 45 dias para revisar a trajetória da política monetária.

Observações sobre o ambiente externo

Nesta mesma 1ª semana de decisões, o Federal Reserve manteve a taxa de 3,5% a 3,75% ao ano. O banco americano indicou risco de aperto adicional caso a inflação permaneça acima da meta, impactando fluxos globais e cenários de câmbio.

O BC reforça que o cenário externo, incluindo volatilidade de energia, pode influenciar a política interna. A autoridade monetária continua pronto para ajustar a trajetória da Selic conforme novas informações relevantes sobre inflação e atividade econômica.

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