- Banco Central reduziu a Selic de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano, na terceira queda consecutiva do Copom.
- O comitê reconheceu piora na inflação atual e nas projeções, indicando distanciamento adicional da meta no horizonte relevante.
- O BC destacou ganhos da política monetária, incluindo desaceleração da atividade e queda de commodities, mantendo espaço para novas reduções conforme evolução da inflação.
- O horizonte relevante foi alongado até o primeiro trimestre de 2028, o que permitiu o corte de 0,25 ponto percentual mesmo com sinais de piora no cenário inflacionário.
- A próxima reunião do Copom está marcada para 4 e 5 de agosto, com decisões a depender dos próximos indicadores de inflação e do comportamento do câmbio e de serviços.
O Banco Central reduziu a Selic, a taxa básica, de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano, após a reunião do Copom. Foi a terceira queda consecutiva na gestão de Gabriel Galípolo. A decisão ocorreu em meio a sinalizações sobre o cenário econômico.
O Copom reconheceu piora da inflação atual e das projeções. O comunicado apontou distanciamento adicional das projeções de inflação em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária, e maior incerteza em relação às estimativas de mercado.
Apesar da deterioração, o comitê destacou ganhos da política monetária, como a desaceleração mais forte da atividade e a queda de commoditys, que ajudam a reduzir pressões de preços. A decisão manteve espaço para novas reduções futuras.
Horizonte relevante se alonga
O BC alongou o horizonte relevante da política monetária, passando de fim de 2027 para o primeiro trimestre de 2028. Esse prazo ampliado permitiu o corte de 0,25 ponto percentual, mantendo flexibilidade para ajustes adicionais.
Projeções de inflação
O Copom elevou a projeção de inflação oficial (IPCA) para 5,2% neste ano, frente a 4,6% na reunião anterior, aproximando-se mais da banda superior da meta. Em 2027, a estimativa subiu de 3,5% para 3,7%.
Perspectivas de próximos passos
Analistas destacam que o caminho da Selic vai depender da evolução da inflação e das expectativas. Se as leituras pressurizarem a inflação até 2028, novas cortes podem não ocorrer. O BC reiterou conduta guiada por dados.
Olhares de mercado
Especialistas afirmam que o balanço de riscos permanece assimétrico, com riscos de alta associados a inflação e câmbio, porém com riscos de baixa ligados à desaceleração da atividade e aos preços das commodities. O tom continua firme na convergência à meta.
Próxima reunião
A próxima reunião do Copom está marcada para 4 e 5 de agosto. Analistas ponderam que indicadores de inflação, serviços, dólar e o Boletim Focus serão decisivos para definir continuidade ou não de cortes.
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