- O Grupo Bom Futuro ofereceu R$ 1,85 bilhão por 41,2 mil hectares de terras da Radar, joint venture da Cosan com a Nuveen, o que mostra apetite crescente da empresa familiar.
- A venda foi divulgada pela Cosan; o comprador ainda não era público e a revelação veio pelo The AgriBiz.
- A transação, que sairia a 427 sacas por hectare, depende do aval da SLC, que pode exercer o direito de preferência em até trinta dias e comprar todas as terras da operação.
- A SLC é a maior empresa de terras agrícolas do mundo e enfrenta desalavancagem e resultados pressionados; no momento, negocia a um desconto de 36% do NAV na bolsa.
- Para a Cosan, a venda atua na estratégia de desalavancagem; o negócio deve resultar em quase R$ 600 milhões de caixa para a Cosan, enquanto as ações da Cosan sobem e as da SLC recuam.
O Grupo Bom Futuro fez uma proposta de compra de 41,2 mil hectares de terras que integram a Radar, joint venture da Cosan com a Nuveen, por cerca de R$ 1,85 bilhão. A operação envolve a aquisição de ativos da Radar e aponta o apetite da empresa liderada pelos irmãos Eraí, Elusmar e Fernando Maggi.
A divulgação inicial foi feita pela Cosan, ainda sem identificar o comprador. The AgriBiz confirmou o montante e o tamanho da área, destacando a proximidade da conclusão, sujeita à aprovação de partes envolvidas.
A transação busca uma avaliação de aproximadamente 427 sacas por hectare. Um entrave ainda em aberto é o direito de preferência da SLC, maior empresa de terras agrícolas do mundo, que pode assumir a compra de todas as terras envolvidas no negócio em 30 dias.
A posição da SLC
Segundo informações de mercado, há dúvidas quanto à intenção da SLC de exercer o direito de preferência. A empresa passa por desalavancagem e pressão sobre resultados, com alavancagem próxima de 2,7x e portfólio de terras avaliado em cerca de R$ 13,5 bilhões.
Impactos para as partes
Para a Cosan, a venda representa mais uma frente de desalavancagem e pode quitar boa parte da dívida da holding, com o negócio gerando quase R$ 600 milhões em caixa, considerando a participação na Radar.
Contexto de mercado
As terras estão em área nobre do Mato Grosso, o que reforça o interesse estratégico da operação. A notícia teve impacto positivo na percepção de acionistas da Cosan, com alta de mais de 7% na vatura, enquanto a SLC registrou queda de 0,9%.
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