- Copom reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano.
- Mesmo com o corte, o juro real do Brasil fica em 10%, o maior entre as maiores economias.
- Ranking de juros reais: Brasil (10%), Rússia (9,7%), México (5,1%), África do Sul (4,6%) e Indonésia (3,3%).
- O cálculo brasileiro usa derivativo negociado na B3, descontando a inflação esperada para os próximos 12 meses; a compiling foi baseada em dados da B3, bancos centrais e Relatório Focus.
- Medidas de política e inflação: o IPCA de maio sinalizou pressões com alta do petróleo; há riscos como pacote de ajuda a eleitores, El Niño e impactos globais.
O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. Mesmo com o recuo, o Brasil continua apresentando o maior juro real entre as grandes economias, com cerca de 10%, após descontar a inflação esperada para os próximos 12 meses.
A classificação de juros reais considera dados da B3, bancos centrais e o Relatório Focus, só entre as maiores economias. O ranking mostra a Rússia em segundo, com 9,7%; México, 5,1%; África do Sul, 4,6%; e Indonésia, 3,3%. Paíes menos desenvolvidos costumam apresentar maiores juros reais.
Contexto técnico e metodologias
A apuração do Valor Data utiliza contratos derivativos negociados na bolsa brasileira para o Brasil, com desconto da inflação esperada. O estudo também observa que o cálculo varia conforme a metodologia adotada pelos observadores.
Cenário doméstico e riscos
O ambiente de inflação no Brasil segue pressionado pela alta do petróleo, com o IPCA de maio acima do teto de 4,5% da meta. Medidas de distribuição de renda em ano eleitoral e a possibilidade de El Niño elevam dúvidas sobre o controle de preços.
Perspectivas internacionais
Nos EUA, o Fed manteve os juros em 3,75% ao ano na estreia de Kevin Warsh na presidência. O mercado, no entanto, revisou expectativas, sinalizando alta de juros em 2026, potencialmente entre 0,25 e 0,5 ponto. O comunicado também afastou a orientação sobre os rumos futuros.
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