- Seis grandes bancos estatais foram autorizados a realizar transações em yuan offshore na zona de livre comércio de Xangai, para impulsionar negócios em yuan fora da China.
- O Banco Popular da China criou a ferramenta Fima RMB Repo, que facilita para bancos centrais estrangeiros e fundos soberanos obter liquidez em yuan usando títulos chineses como garantia.
- Reguladores, no Fórum Lujiazui em Xangai, anunciaram medidas para abrir os mercados financeiros de forma prudente e reforçar a gestão de liquidez durante a mudança econômica rumo a tecnologia e inovação.
- A chefe da Administração Nacional de Regulação Financeira, Ding Xiangqun, disse que serão prevenidos riscos sistêmicos, com recursos direcionados a indústrias emergentes e combate à concorrência desordenada e a atividades financeiras ilegais.
- O governo também avançará na internacionalização do yuan por meio de medidas como ampliação de cotas do programa de investimentos QDII para o exterior e maior participação de instituições na adoção da moeda digital e-CNY.
A China anunciou nesta quarta-feira medidas para ampliar a internacionalização do yuan e aperfeiçoar a gestão da liquidez no mercado doméstico, em meio a um processo de reestruturção econômica. O objetivo é reduzir a dependência do dólar e fortalecer a presença da moeda chinesa em operações globais. O anúncio ocorreu durante o Fórum Lujiazui, em Xangai.
Segundo autoridades, seis grandes bancos estatais passaram a operar transações em yuan offshore na zona de livre comércio de Xangai, entre eles o Bank of China e o China Construction Bank. A iniciativa facilita negócios com clientes estrangeiros e investidores não residentes que operam com o yuan.
Foi anunciada ainda a criação de uma ferramenta chamada Fima RMB Repo, que permitirá a obtenção de liquidez em yuan por bancos centrais estrangeiros e fundos soberanos, com títulos chineses de alta classificação como garantia. O objetivo é facilitar fluxos de capital internacionais.
Pan Gongsheng, presidente do PBOC, destacou que investidores estrangeiros, inclusive bancos centrais, participam cada vez mais do mercado de títulos da China, elevando a demanda por gestão de liquidez. O banco central também confirmou avanço na integração do yuan digital, conhecido como e-CNY, com acordos diretos envolvendo instituições financeiras.
No âmbito interno, o PBOC informou que ampliará a variedade de operações de recompra reversa overnight para melhorar a liquidez. Também estuda uma nova ferramenta de liquidez para apoiar instituições financeiras não bancárias em situações de crise, buscando equilíbrio entre estabilidade financeira e responsabilidade.
Ding Xiangqun, nova chefe da Administração Nacional de Regulação Financeira, reiterou o compromisso de prevenir riscos sistêmicos e direcionar recursos a indústrias emergentes. A autoridade afirmou que a transmissão de riscos entre mercados vem se intensificando e que a regulação deverá incentivar o financiamento via múltiplos canais.
O fórum também tratou da supervisão de investimentos transfronteiriços. Zhu Hexin, chefe do regulador cambial, mencionou planos para ampliar as cotas do programa QDII para investidores estrangeiros, sinalizando maior canalização de capital por vias regulamentadas. Wu Qing, chefe do regulador de valores, informou que o mercado acionário chinês deve abraçar a revolução tecnológica com cautela para evitar manipulações.
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