- Hoje quase oitenta por cento das aquisições online no Brasil são feitas pelo celular, e sessenta e oito por cento das desistências ocorrem no momento de pagar.
- Cerca de quarenta por cento dos consumidores abandonam o carrinho na etapa de escolher o método de pagamento.
- O setor discute mover o foco do checkout tradicional para o comércio agêntico, com agentes autônomos de IA executando pagamentos, sob governança rígida.
- A proteção passa a distinguir entre IA legítima e bots mal-intencionados por meio de biometria, nuvem e criptografia, sem exigir confirmação constante do usuário.
- A evolução indica que, nos próximos anos, a vantagem competitiva virá de integrações mais robustas de IA, visando pagamentos imperceptíveis e maior taxa de conversão.
Rodrigo Cury, presidente da Visa do Brasil, analisa a evolução do e-commerce brasileiro ao longo de três décadas, desde o início das transações online até a adoção atual de tecnologias de defesa e pagamento. O foco é entender como a confiança foi construída e qual o estágio atual do setor.
O texto destaca que, nos anos 1990, o principal desafio era comportamental: tornar o varejo digital confiável para consumidores. A construção de segurança evoluiu ao longo das décadas, com protocolos de autenticação, IA de risco e, mais recentemente, tokenização para proteger dados de pagamento.
Ao lado do crescimento do mobile, a tokenização tornou-se dominante no Brasil, colocando o país entre as nações com alta taxa de adoção. Contudo, o setor reconhece que o modelo atual pode frear conversões e gerar desistências durante o pagamento.
Mudança de cenário e o papel do checkout
Dados do Panorama E-commerce mostram que quase 80% das compras online são feitas pelo celular, mas 58% das desistências ocorrem no momento do pagamento. Além disso, 40% abandonam o carrinho ao escolher o método de pagamento.
O texto aponta que o processo de pagamento, ao exigir ações do usuário, pode soar anacrônico. A direção da evolução é pela redução de etapas e pela maior fluidez na experiência de compra.
O mercado passa a discutir a ideia de comércio agêntico, em que agentes autônomos de IA executam tarefas como comparação de preços, negociação e conclusão de pagamentos, com governança e limites definidos.
Desafios e credibilidade da automação
A indústria deixa de ver IA apenas como buscador ou assistente de texto e passa a considerar agentes que operam transações com autorização prévia do usuário. A grande dúvida é se o consumidor aceitará delegar acesso à carteira a um algoritmo.
A resposta depende da confiança, que tende a evoluir para proteção invisível. A infraestrutura de pagamentos precisará combinar biometria, nuvem e criptografia para distinguir IA legítima de bots maliciosos, em milissegundos.
O artigo ressalta que, nos próximos 30 anos, a vantagem competitiva não estará na beatiful interface, mas na integração robusta com agentes virtuais. A meta é um pagamento praticamente imperceptível ao usuário.
Impactos esperados para varejo e consumidor
Para o consumidor, a promessa é eliminar travas no processo de navegação e ganhar tempo. Para o varejo, a expectativa é de maior conversão e redução do abandono de carrinho, com jornadas de compra mais contínuas.
Em síntese, o texto descreve uma transição do checkout tradicional para um ecossistema em que pagamentos são integrados de forma automática e segura, com IA executando etapas sob supervisão e governança estrita.
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