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Compass (PASS3) recebe recomendação de compra de três bancos

Cobertura de BTG Pactual, Itaú BBA e Citi recomenda compra para Compass; alvo entre R$ 35 e R$ 38, com potencial de valorização acima de cinquenta por cento

Compass foto: divulgaçãp
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  • BTG Pactual, Itaú BBA e Citi iniciaram cobertura da Compass com recomendação de compra, com preço-alvo entre R$ 35 e R$ 38 por ação, indicando potencial de valorização acima de cinquenta por cento.
  • Comgás, principal ativo da Compass, é visto como base estável, com crescimento de EBITDA próximo de nove por cento ao ano desde a aquisição pela Cosan em dois mil e doze.
  • Edge surge como principal motor de crescimento, atuando em comercialização de gás, infraestrutura energética e regaseificação, com espaço para valorização não totalmente refletido no preço atual.
  • Mercado off-grid é apontado como oportunidade de margens mais altas, podendo ampliar a lucratividade da Edge e, consequentemente, da Compass.
  • Dividendos são considerados atrativos, com yield projetado próximo de nove por cento entre dois mil e vinte e oito; permanece sob observação o risco regulatório do gasoduto Subida da Serra.

Pouco mais de um mês após a estreia na B3, a Compass (PASS3) recebeu avaliações positivas de grandes bancos do país. BTG Pactual, Itaú BBA e Citi iniciaram cobertura com recomendação de compra, apontando que o mercado ainda não precificou plenamente o potencial da empresa controlada pela Cosan.

As projeções dos bancos indicam preços-­alvo entre 35 e 38 reais por ação, sugerindo valorização superior a 50% frente aos níveis atuais. A leitura comum é de que a Compass combina ativos regulados com oportunidades de expansão ainda não refletidas na cotação.

O que está apoiando o otimismo

Os bancos destacam que a Comgás, principal ativo da Compass, tem negócio estável em setor regulado, com receitas menos sensíveis a oscilações econômicas. O reajuste regulatório contribui para rentabilidade previsível ao longo do tempo.

O Itaú BBA ressalta o crescimento desde a aquisição pela Cosan, em 2012, com EBITDA da distribuidora avançando próximo de 9% ao ano. O desempenho é puxado pelos segmentos residencial e comercial, fortalecendo a base financeira da Compass.

Edge como motor de crescimento

A Edge, subsidiária da Compass, é apontada como principal vetor de expansão. Atua na comercialização de gás natural, infraestrutura energética e operação do terminal de regaseificação de Santos. O objetivo é explorar a abertura gradual do mercado brasileiro de gás.

Analistas projetam que o potencial da Edge ainda não está plenamente incorporado ao valuation atual. O Citi indica que investidores atribuem pouco peso a esse segmento, abrindo espaço para revisões de preço no futuro.

Mercado off-grid e riscos regulatórios

O mercado off-grid, formado por consumidores sem acesso às redes tradicionais, é visto como oportunidade de margens mais elevadas. A Edge pode se consolidar como alavanca de crescimento nos próximos anos.

Entre os riscos, pesa a disputa regulatória sobre o gasoduto Subida da Serra, com divergências entre o governo de São Paulo e a ANP. O tema chegou ao STF; o Itaú BBA estima impacto limitado, cerca de 3% da base de ativos da Comgás, mas o desfecho preocupa o mercado.

Dividendos e perspectivas

Os bancos destacam a capacidade da Compass de distribuir dividendos relevantes. A estrutura financeira é considerada confortável, o que sustenta projeções de remuneração aos acionistas.

O Citi projeta dividend yield médio próximo de 9% entre 2027 e 2028, com política de distribuição de 75% do lucro. O BTG Pactual aponta trajetória gradual de crescimento, com cerca de 5,3% em 2026 e perto de 10% em 2027.

Contexto de atuação

A Compass encerrou a oferta pública com participação de BTG Pactual, Itaú BBA e Citi na coordenação, operação que movimentou cerca de 3,2 bilhões de reais. A abertura de capital ocorreu em maio, consolidando a exposição a setores de infraestrutura e energia no mercado brasileiro.

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