- Entre 2023 e 2025, o governo realizou vinte e duas licitações de rodovias, somando dez mil quinhentos e setenta e nove quilômetros em estruturações e um capex de R$ 148 bilhões.
- A carteira para este ano prevê até treze leilões, correspondentes a seis mil e duzentos quilômetros.
- As maiores concessionárias globais em quilômetros administrados são VINCI (9,4 mil km), Abertis (8 mil km) e Gavio (5,9 mil km).
- Entre as nacionais, Motiva lidera o ranking com 4,47 mil km, seguida por IRB (3,5 mil km). Pátria fica em sexto (3,1 mil km) e EPR, em sétima (3 mil km).
- O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que empresas brasileiras devem dominar o ranking mundial de concessões de rodovias e que o setor privado tem protagonismo nos investimentos.
Brasília — o Brasil pode se tornar líder global em concessões de rodovias, segundo o ministro dos Transportes, George Santoro. Projeções apontam uma carteira robusta com leilões previstos e 57 projetos em desenvolvimento, envolvendo Infra SA, BNDES e órgãos que trabalham com o Banco Mundial e o BID, durante a Bienal das Rodovias.
No cenário internacional, as maiores concessionárias por quilômetros geridos são VINCI (França) com 9,4 mil km, Abertis (Espanha) com 8 mil km e Gavio (Itália) com 5,9 mil km. No Brasil, as empresas nacionais lideram entre as privadas, com Motiva em quarto lugar global, seguida por IRB, Pátria e EPR, que atuam em parcerias com grupos estrangeiros.
Panorama do setor no Brasil
Entre 2023 e 2025, o Governo Lula realizou 22 licitações de rodovias, totalizando 10.579 quilômetros e capex estimado em R$ 148 bilhões. A carteira para este ano prevê até 13 leilões, somando 6,2 mil quilômetros.
O ministro destacou o protagonismo do setor privado nos investimentos, apesar de críticas de opositores à privatização. Na visão de Santoro, quem não operar no Brasil fica fora do ranking mundial de concessões nos próximos anos, ampliando a relevância internacional do país.
Investimentos e perspectivas
Entre as maiores concessionárias nacionais, a Motiva ocupa a liderança com 4,47 mil km; a Pátria aparece na sexta posição, com operação na Colômbia; e a EPR, resultado da parceria entre Equipav e Perfin, fecha o top-7 com 3 mil km. As operações no Brasil já envolvem parcerias com empresas estrangeiras em várias frentes.
Santoro também comentou sobre a agenda de juros, chamando a discussão de tema técnico que merece debate mais amplo. O ministro defendeu autonomia do Banco Central e a necessidade de discutir metodologias e políticas monetárias de forma mais ampla.
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