- As vendas no varejo dos Estados Unidos subiram 0,9% em maio, para US$ 764 bilhões, com alta de 6,9% na comparação com maio do ano anterior.
- O avanço foi puxado por postos de combustíveis, com alta de 3,4%, enquanto o núcleo das vendas (sem itens voláteis) avançou 0,7%.
- Reembolsos de impostos, superiores a US$ 3,5 mil por declaração, ajudam a sustentar a demanda das famílias.
- O Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,5% e 3,75% e adotou tom cauteloso sobre a inflação; cortes de juros não estão garantidos no curto prazo.
- A inflação ao consumidor ficou em 4,2% em maio, a maior em três anos, com gasolina que chegou a passar de US$ 4,50 por galão no início de maio, mas recuou nas últimas semanas.
As vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram acima do esperado em maio, indicando que os consumidores sustentam a atividade econômica mesmo com inflação elevada e preços de energia pressionados. Dados do Departamento de Comércio mostram alta de 0,9% frente a abril, para US$ 764 bilhões. Em relação a maio de 2025 houve avanço de 6,9%.
Parte relevante do ganho veio dos postos de combustíveis, cuja demanda subiu 3,4% no mês, refletindo a alta da gasolina após o acirramento entre Irã, Israel e EUA. Mesmo excluindo combustíveis, o varejo manteve alta de 0,7% no núcleo, mostrando consumo vigoroso em diferentes setores.
A resiliência pode estar ligada a reembolsos fiscais decorrentes de pacote orçamentário aprovado em 2025. Estimativas indicam que contribuintes receberam, em média, mais de US$ 3.500 por declaração, ajudando a renda disponível e os gastos. Analistas destacam emprego, salários e estímulos fiscais como suporte.
O que houve e o que isso significa
O Fed manteve a taxa básica em 3,5% a 3,75% e adotou tom cauteloso. A decisão foi unânime, sem sinal claro de cortes no curto prazo. O banco central destacou incertezas sobre a trajetória da inflação e da demanda.
Inflação e confiança no centro das atenções
A inflação ao consumidor atingiu 4,2% em maio, acima da meta de 2%. A alta foi impulsionada pelo petróleo, com o Estreito de Ormuz afetando preços de combustível. A confiança do consumidor mostrou melhora moderada, mas continua abaixo de níveis de 12 meses atrás.
Economistas reforçam que o cenário ainda exige monitoramento, já que estímulos fiscais podem se esvair e juros elevados pressionam o ritmo de gastos. Por ora, os números do varejo indicam uma economia mais resiliente do que o esperado.
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