- Copom decide nesta quarta-feira se mantém ou encerra o ciclo de cortes da Selic, diante de inflação pressionada por combustíveis e alimentos e da guerra no Oriente Médio.
- A ata da reunião de 28 e 29 de abril sinalizou a possibilidade de fim do ciclo e mencionou os conflitos regionais ao tratar de serenidade e cautela na política monetária.
- O IPCA de maio acelerou, subiu 0,58%, e o acumulado em doze meses chegou a 4,72%, acima do teto da meta de 4,5%.
- A maioria dos agentes ainda aposta em mais um corte de 0,25 ponto percentual, embora haja quem defenda manter a taxa estável ou adotar neutralidade, conforme especialistas citados.
- Há ainda visões de que o Copom poderia reduzir a taxa em 0,5 a 0,75 ponto percentuais, caso haja desaceleração da atividade ou sinalizações de inflação sob controle; porém o cenário mais provável, segundo o consenso, é manter ou cortar 0,25 ponto.
O Copom do Banco Central decidirá hoje se mantém ou encerra o ciclo de cortes da Selic iniciado em março. A decisão ocorre no fim da tarde e depende da leitura do cenário inflacionário, marcado por pressões em combustíveis e alimentos, além de tensão geopolítica.
A ata da última reunião, de 28 a 29 de abril, abriu o radar para a possibilidade de pausa. O documento mencionou a serenidade e a cautela na condução da política monetária, destacando que os próximos passos dependem dos efeitos sobre os preços.
O IPCA de maio mostrou queda de ritmo, mas o índice anualiza acima do teto da meta. A inflação acelerou com o avanço dos combustíveis e da desvalorização cambial, mantendo pressão para que o Copom seja contido.
Perspectivas de atuação
Analistas divergem sobre o tamanho do movimento. Muitos esperam mais um corte de 0,25 ponto, embasado pela inflação ainda elevada. A leitura sustenta que o governo precisa manter a restrição monetária suficiente para ancorar as expectativas.
Outras fontes apontam que o ciclo pode ter chegado ao fim neste momento, citando mudanças recentes no Relatório Focus e a precificação de sinais de aperto futuro. A decisão dependerá da leitura do quadro de inflação e dos riscos externos.
Especialistas avaliam que, se o Copom sinalizar neutralidade, isso manterá flexibilidade para ajustes futuros sem aumentar incerteza econômica. Em caso de novos cortes, o alinhamento com a trajetória da inflação fica sendo o principal ponto de avaliação.
Para o mercado, o debate permanece aberto, com a expectativa de que a próxima leitura do IPCA e o comportamento cambial orientarão a comunicação do BC. Dados recentes indicam que a inflação continua sob vigilância.
Entre na conversa da comunidade