- Copom deve cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, enquanto o Fed mantém as taxas entre 3,50% e 3,75%.
- O mercado fica atento aos comunicados e aos discursos dos presidentes para entender os próximos passos da política monetária, em meio ao repique inflacionário causado pelo petróleo.
- No Brasil, o IPCA de maio ficou acima do teto da meta de 4,5%.
- Nos Estados Unidos, o CPI em 12 meses atingiu 4,2%, e o PPI subiu 1,1% em maio, sinalizando maior pressão de custos.
- A estreia de Warsh no Fed pode influenciar o tom do comunicado; o mercado aguarda postura que mantenha flexibilidade frente a shocks inflacionários.
O Copom e o Fed anunciam, nesta semana, decisões de política monetária sob pressão da inflação acima da meta em seus respectivos países. No Brasil, espera-se corte de 0,25 ponto percentual na Selic; nos EUA, a manutenção das taxas entre 3,50% e 3,75% permanece o cenário base. O tom dos comunicados deve guiar os próximos passos.
A alta do petróleo continua a influenciar a inflação em ambos os lados do Atlântico, alimentando incertezas sobre a convergência das metas. No Brasil, o IPCA de maio ficou acima do teto da meta. Nos EUA, o CPI anual ficou acima de 2% e o PPI sinaliza pressões de custos que podem sustentar o aperto monetário.
Copom: cenário de corte e desafios
A maior parte das casas de análise aposta no corte de 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. O foco está na comunicação do banco central para manter flexibilidade diante de choques e da desancoragem das expectativas de inflação.
Analistas destacam que o comunicado precisa sinalizar responsabilidade com as contas públicas, ritmo de desaceleração da inflação e impactos no câmbio. O mercado também observa o desempenho do emprego e o custo da energia na composição dos preços.
Fed: leitura sobre o novo comando e o radar de juros
A estreia de Kevin Warsh como presidente do Fed é um dos focos deste encontro. A expectativa é pela manutenção da faixa de juros, mas o gráfico de pontos e o tom do comunicado devem indicar previsões para o ciclo futuro.
Dados recentes indicam salário e emprego resilientes nos EUA, com aumento de vagas abertas e inflação ainda acima da meta, especialmente devido a componentes energéticos. O Fed avalia a distância para o objetivo inflacionário e a atividade econômica.
Projeções e cenários para o restante do ano
Para 2026, as estimativas de trajetória da Selic variam entre 12,75% e 14,25% ao ano, com visões diferentes sobre novos cortes ou aperto adicional. No cenário externo, há cautela com a possibilidade de choques adicionais de energia e efeitos de conflitos geopolíticos.
O mercado acompanha também as avaliações sobre o impacto de eventuais políticas fiscais, bem como o efeito de choques climáticos sobre preços de alimentos. As projeções também consideram a possível extensão de ciclos de aperto ou flexibilização apenas conforme dados apresentarem sinais consistentes.
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