- Economistas esperam queda de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião do Copom desta quarta-feira, 17, levando a taxa a 14,25%.
- Mesmo com o recuo, há cautela quanto a novos cortes no curto prazo e projeções indicam aperto gradual da política monetária.
- Inflação preocupa: IPCA tem alta acima do esperado, com 4,72% no acumulado de 12 meses, acima do teto da meta.
- No Focus, as projeções para IPCA em 2026 e 2027 passaram a 5,30% e 4,10% (eram 5,11% e 4,03%).
- El Niño e conflitos internacionais, especialmente entre Estados Unidos e Irã, aparecem como fatores de risco para a economia.
O Copom deve anunciar hoje a próxima decisão sobre a Selic. Economistas projetam queda de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25%. A decisão ocorre em meio a um ambiente de cautela para novos cortes.
A última leitura de inflação trouxe sinais de desaceleração menor que o esperado, com IPCA de 0,58% em maio e inflação de 12 meses em 4,72%. Analistas destacam que o cenário impõe cautela ao ciclo de quedas.
Perspectivas do Focus
Segundo o boletim Focus, as projeções para 2026 e 2027 mostram IPCA em 5,30% e 4,10%, respectivamente, antes de revisões para 5,11% e 4,03%. As estimativas refletem maior prudência para novos recuos da Selic.
Fatores externos e internos
Entre os fatores externos, destaca-se o possível efeito do El Niño sobre a atividade e a inflação. No cenário externo, há também questões geopolíticas com tensão entre Estados Unidos e Irã que ampliam incertezas.
Desdobramentos para o mercado
Analistas apontam que a atuação do Copom deve manter o viés de cautela, avaliando sinais de desaceleração inflacionária e expectativa de política monetária futura. A comunicação permanece voltada a graduações nos próximos meses.
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