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Copom reduz Selic para 14,25% e aponta incerteza acima do usual nas projeções

Copom reduz a Selic para 14,25% pela terceira vez, mas projeções de inflação mantêm incerteza acima do usual e política permanece contracionista

Sede do Banco Central: investidores avaliam os próximos passos da autoridade monetária.
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  • O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano, mantendo o ciclo de cortes iniciado neste ano; decisão foi unânime entre os sete membros presentes.
  • As projeções de inflação do Copom pioraram: o IPCA em 2026 subiu de 4,6% para 5,2%, e a projeção para o quarto trimestre de 2027 passou de 3,5% para 3,7%.
  • As estimativas coletadas pela Focus também pioraram, com a mediana para 2026 passando de 4,9% para 5,3% e para 2027 de 4,0% para 4,1%.
  • O câmbio de referência usado nos modelos foi revisado de 5,00 reais por dólar para 5,10 reais por dólar.
  • O Copom citou que a política permanece contracionista, a incerteza sobre as projeções está mais elevada que o usual e que passos futuros dependerão de novas informações; a próxima reunião está marcada para agosto.

O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, nesta quarta-feira. A decisão foi unânime entre os sete membros presentes, seguindo o ciclo de cortes iniciado neste ano.

A instituição justificou a continuidade do aperto monetário, mesmo com projeções de inflação piorando desde abril. O Copom destaca que a política permanece contracionista e que a transmissão da política à atividade econômica tem se mantido. A incerteza sobre as projeções está mais elevada que o usual.

Cenário de inflação e projeções

As projeções do IPCA subiram. A inflação estimada para 2026 passou de 4,6% para 5,2%, e a projeção para o quarto trimestre de 2027 subiu de 3,5% para 3,7%, ainda acima da meta de 3%. A Focus também piorou as expectativas, com 2026 em 5,3% e 2027 em 4,1%.

O câmbio de referência nos modelos foi revisado de R$ 5,00 para R$ 5,10 por dólar. O comitê aponta que a incerteza sobre as projeções é elevada, justificando a graduação parcial dos efeitos dos choques sobre os preços futuros.

Cenário externo e próximos passos

O Copom manteve cautela diante do cenário externo, com a indefinição sobre os termos do acordo para cessar conflitos no Oriente Médio. O comitê sinaliza que a magnitude do ciclo de calibração será definida conforme novas informações.

A próxima reunião do Copom está prevista para agosto. O comunicado ressalta que o ritmo e o fim do ciclo dependem de dados sobre a evolução dos condicionantes da política monetária. Os agentes econômicos aguardam novos indicadores e dados.

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