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Copom reduz Selic para 14,25% pela terceira queda consecutiva em 2026

Copom reduz Selic para 14,25% pela terceira vez consecutiva em 2026, mantendo tom cauteloso diante da inflação e do cenário externo

Banco Central
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  • Copom reduz a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, a terceira queda consecutiva em 2026.
  • A decisão mantém o ciclo de flexibilização iniciado em março, mas a taxa ainda está em nível elevado.
  • O BC afirmou que o corte é compatível com a convergência da inflação para a meta e com a proteção do emprego, sem abrir mão da estabilidade de preços.
  • A condução da política segue condicionada aos dados econômicos, às expectativas de inflação e ao cenário externo.
  • O mercado acompanha os próximos passos e espera sinais sobre novas reduções nas próximas reuniões.

O Copom do Banco Central decidiu nesta quarta-feira reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A medida, tomada em reação ao cenário inflacionário e externo, encerra a sequência de cortes iniciada em março, mantendo, porém, a taxa em patamar elevado. O objetivo é convergir a inflação para a meta ao longo do horizonte relevante.

Em comunicado, o BC reafirmou que a decisão é compatível com a estratégia de convergência de preços e que a redução, sem abandonar a estabilidade de preços, busca suavizar flutuações da atividade econômica e apoiar o pleno emprego. O tom é de cautela diante das incertezas.

Apesar do ajuste, o Copom destacou que a política monetária seguirá condicionada à evolução dos dados, das expectativas de inflação e do cenário externo. O mercado acompanha o sinal de próximos passos para entender se haverá novas reduções na Selic nas próximas reuniões.

Trajetória recente da Selic e contexto

A trajetória dos juros mostra ciclos de alta até 2021, com patamares próximos de 15% em 2025. Em 2026, o ciclo de cortes começou, passando de 14,75% para 14,50% em abril e, agora, para 14,25%. O BC mantém a estratégia de reduzir gradualmente para controlar a inflação sem frear de forma abrupta a atividade econômica.

Mercado e analistas aguardam novos indicadores de inflação, atividade econômica e expectativas para calibrar eventuais ajustes futuros. O BC já havia sinalizado que mudanças adicionais na Selic dependem da evolução desses dados e do desempenho inflacionário em relação à meta.

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