- A Comissão de Valores Mobiliários suspendeu a OPA da Ecopetrol para tomar o controle da Brava Energia (BRAV3), por até trinta dias para correções na documentação.
- A CVM apontou irregularidades na documentação da oferta e pediu que a B3 suspenda o leilão previsto para 25 de junho.
- Se as pendências não forem sanadas até quinze de julho, a área técnica pode determinar a retirada da oferta e o cancelamento do registro.
- A operação é estratégica para a Ecopetrol, que já detém participação de vinte e seis por cento na Brava e visa chegar a cinquenta e um por cento para controle, oferecendo R$ 23,00 por ação e mirando cerca de 116 milhões de papéis (≈ 25% do capital).
- No pregão, BRAV3 sobe dois por cento, a R$ 20,00, mantendo queda de pouco mais de dois por cento no acumulado do ano.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu a oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Ecopetrol para assumir o controle da Brava Energia (BRAV3). A pausa vale por até 30 dias para correção de pendências na documentação.
A área técnica apontou irregularidades na documentação da OPA. A CVM também pediu à B3 a suspensão do leilão previsto para 25 de junho. Se as irregularidades não forem resolvidas até 15 de julho, a oferta pode ser retirada com o registro cancelado.
Contexto da operação
A Ecopetrol anunciou, em maio, a aquisição de 26% da Brava e informou a intenção de chegar a 51% para controlar a empresa. A OPA voluntária visa comprar cerca de 116 milhões de ações, representando aproximadamente 25% do capital.
A operação permitiria à Ecopetrol incorporar reservas e produção da Brava, fortalecendo sua presença no Brasil. A estatal já atua no país em projetos do pré-sal na Bacia de Santos, em parceria com a Shell.
Antes da suspensão, o Conselho de Administração da Brava disse analisar os termos da proposta com assessores financeiros e jurídicos. A Brava negocia com a Ecopetrol desde maio, conforme comunicados ao mercado.
No pregão da B3, as ações da Brava subiam 2%, a cerca de R$ 20. O papel acumula queda de pouco mais de 2% no ano.
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