- O dólar comercial subiu 0,42% e encerrou o pregão vendido a R$ 5,108, nesta quarta-feira (17 jun 2026).
- O Ibovespa recuou 0,92%, aos 168.085,06 pontos, refletindo a atuação do Fed e as expectativas para o Copom.
- O Federal Reserve manteve a taxa básica no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, citando incertezas geopolíticas e inflação acima da meta.
- O presidente do Fed, Kevin Warsh, anunciou o fim do forward guidance, indicando maior flexibilidade para as próximas decisões.
- No Brasil, o Copom deve anunciar a decisão por volta das 18h30, com expectativa de queda de 0,25 ponto procentual na Selic, para 14,25% ao ano.
O dólar comercial fechou em alta de 0,42% nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, encerrando o pregão a 5,108 reais. O Ibovespa, principal indicador da B3, caiu 0,92%, aos 168.085,06 pontos. O movimento reflete a leitura dos mercados sobre a decisão do Fed e as expectativas para o Copom.
A decisão do Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% ao ano. A instituição justificou a manutenção pela guerra no Oriente Médio, pela inflação ainda acima da meta e pelas pressões em setores como energia, que mantêm riscos sobre a trajetória dos juros nos EUA. A sessão oscilou entre 5,051 e 5,121 reais por dólar.
Em discurso após o anúncio, o presidente do Fed, Kevin Warsh, anunciou o fim do forward guidance, que indicava caminhos futuros da política monetária. Segundo a leitura do mercado, a mudança indica maior dependência dos dados econômicos e dos riscos geopolíticos para próximos passos.
Na bolsa brasileira, o humor ficou condicionado pela divulgação da decisão do Fed e pela expectativa sobre a próxima reunião do Copom. O órgão terá sua decisão anunciada por volta das 18h30, conforme calendário oficial.
Fed: fim do forward guidance e perspectiva para o Copom
A proposta de política monetária dos EUA passa a depender mais da evolução de dados e das incertezas externas, segundo leitura de investidores. A dissonância entre inflação, saúde do consumo e travas geopolíticas é vista como fator que pode manter a volatilidade de ativos financeiros.
A expectativa para o Copom aponta para queda de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano. Analistas destacam que a desaceleração inflacionária e da atividade econômica pode abrir espaço para flexibilização gradual, ainda que o cenário fiscal exija cautela.
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