Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis, alertam especialistas

El Niño intenso eleva temperaturas e altera chuvas, aumentando riscos para safras no Vietnã, Índia, Brasil e Equador a partir do segundo semestre

Foto: Nasa via Unsplash
0:00
Carregando...
0:00
  • É provável que se forme um El Niño forte no segundo semestre, elevando temperaturas e alterando o regime de chuvas e representando riscos para safras.
  • A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) anunciou a chegada do El Niño, com 63% de chance de um “super El Niño” em 2027.
  • Saídas de chuva e calor podem trazer seca ao Vietnã e à Índia, enquanto o Brasil e o Equador podem enfrentar precipitações excessivas a partir do segundo semestre.
  • Historicamente, El Niño forte reduz a produção de cacau na África Ocidental, eleva preços da amêndoa de cacau e tende a afetar café robusta no Vietnã e na Indonésia.
  • No açúcar, o El Niño costuma provocar chuvas acima do normal no Brasil e reduzir as monções na Índia, com impactos previstos na safra de 2026 e possíveis benefícios para 2027 no Brasil.

O El Niño pode se intensificar no segundo semestre, elevando temperaturas e alterando padrões de chuva. O fenômeno, já declarado pela NOAA, tende a impactar safras tropicais e pressionar preços globais de commodities. A probabilidade de um El Niño muito forte até 2027 é tema de monitoramento.

Especialistas apontam que a seca, o calor ou chuvas intensas associados ao El Niño podem afetar culturas sensíveis ao clima. Produtores e mercados veem mudanças rápidas na disponibilidade de insumos e na oferta de alimentos básicos. A volatilidade tem sido observada em anos anteriores.

O texto abaixo analisa impactos por commodities: cacau, café e açúcar, com foco em regiões-chave como África Ocidental, Vietnã, Brasil, Índia e Equador. Dados são apresentados com base em análises de especialistas e relatos de mercado.

Impactos no cacau

El Niño forte costuma reduzir a produção, sobretudo na África Ocidental. Em momentos anteriores, chuva em excesso seguida de calor prejudicou as árvores e aumentou a vulnerabilidade a doenças. O preço do cacau atingiu patamar acima de US$ 12 mil por tonelada no final de 2024.

Cita-se que metade do cacau mundial é produzido na Costa do Marfim e em Gana, e que o Equador também enfrenta chuvas atípicas durante episódios de El Niño. Analistas destacam a possibilidade de novos impactos sobre a florada e a colheita.

Impactos no café

Para o café robusta, o El Niño tende a elevar temperaturas e reduzir precipitação no Vietnã e na Indonésia, grandes produtores. Esses países respondem por cerca de metade da produção global de robusta, com efeitos mais fortes na segunda metade do ano.

No caso do arábica, com produção concentrada em o Brasil, o cenário é mais variável. Há expectativa de que temperaturas mais altas não implique ganho imediato, porém, no longo prazo, o El Niño pode favorecer secas no ciclo seguinte.

Impactos no açúcar

O açúcar pode sofrer com chuvas intensas no segundo semestre no Brasil, principal produtor, prejudicando a colheita. Já na Índia e na Tailândia, padrões climáticos costumam reduzir chuvas durante a monção. Há estimativas de menor volume na Índia em 2026 devido ao El Niño.

Especialistas ressaltam que, em alguns casos, chuvoso pode compensar em outras regiões. Ainda assim, a percepção geral é de maior volatilidade para preços e oferta mundial de açúcar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais