- ONS planeja estratégia para enfrentar os impactos do El Niño no setor elétrico, preservando reservatórios da região Sul para garantir o suprimento.
- A principal preocupação é atraso das chuvas na região Norte, onde ficam hidrelétricas estruturantes como Belo Monte, Santo Antônio e Jirau.
- A meta é manter os reservatórios estratégicos do Sul o mais cheios possível até a aproximação do período chuvoso, assegurando potência na transição seca para chuvosa.
- Se for necessário, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico poderá autorizar despacho de usinas fora da ordem de mérito econômico para preservar reservas.
- A gestão prioriza estoques nas bacias dos rios Grande e Paranaíba, que influenciam a geração de usinas como Itaipu.
O ONS, Operador Nacional do Sistema Elétrico, elaborou uma estratégia para enfrentar possíveis impactos do El Niño no setor elétrico brasileiro. O foco é preservar reservatórios da região Sul para manter suprimento de potência nos meses mais críticos.
A principal preocupação é o atraso das chuvas na região Norte, onde ficam hidrelétricas estruturantes como Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. A redução de afluências pode afetar a disponibilidade de potência na transição entre a seca e o período chuvoso.
Para enfrentar o cenário, o órgão planeja manter os reservatórios estratégicos do Sul com maior disponibilidade, buscando sustentação da ponta de carga. A “lição” vem de crises recentes e inclui posicionamento de estoques.
Caso necessário, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico pode autorizar despacho de usinas fora da ordem de mérito econômico, priorizando a preservação de reservatórios críticos. A medida visa evitar desgaste de geração.
A gestão foca especialmente as bacias dos rios Grande e Paranaíba, que influenciam usinas relevantes, como Itaipu. A ideia é manter o armazenamento estável, permitindo resposta rápida quando as chuvas retornarem.
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