- A PowerPrint, gráfica de Niterói, projeta faturar R$ 36 milhões em 2026, após ter registrado R$ 20 milhões em 2025.
- Investiu R$ 16 milhões em instalação e máquinas, ampliando a capacidade produtiva e modernizando a base tecnológica.
- O parque gráfico, com 2,5 mil metros quadrados, tem capacidade de produzir até 6 milhões de itens por mês, atendendo aos segmentos promocional, editorial e de embalagens.
- Entre os clientes estão Venâncio, Claro, MRV e Patrimar; a empresa busca ampliar contratos em redes de franquias, construção, supermercados e laboratórios.
- Principais desafios: esvaziamento do parque gráfico fluminense, carga tributária (ICMS) e escassez de mão de obra qualificada, com falta de escolas técnicas voltadas ao setor no estado do Rio de Janeiro.
A gráfica PowerPrint, instalada em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, projeta faturar R$ 36 milhões em 2026. Em 2025 registrou R$ 20 milhões e investiu R$ 16 milhões nos dois últimos anos para ampliar produção, com foco em tecnologia e diversidade de substratos.
A empresa disputa o mercado B2B com parques gráficos de São Paulo e da Região Sul. A estratégia envolve ampliar a capacidade produtiva e modernizar a base tecnológica para atender demandas de clientes em promoção, editorial e embalagens.
Carlos Garcia, CEO, aponta que a meta é chegar a um patamar de faturamento semelhante ao de grafcas de maior escala. A gestão atual começou em 2009, quando assumiu a empresa e levou a troca de nome, consolidando uma linha mais inovadora.
A história da PowerPrint remonta a 1981, quando a gráfica foi fundada em Niterói e comprada pelo pai de Garcia em 1985. O executivo cresceu na empresa desde a juventude e enfatiza que a expressão tinta no sangue resume o vínculo com o negócio.
Estrutura e capacidades
A nova infraestrutura de maquinário, com máquinas importadas da Alemanha, permite imprimir em substratos além do papel e oferece acabamentos com maior valor agregado. O parque gráfico tem 2,5 mil m² e capacidade de produção de 6 milhões de itens por mês.
A empresa aponta gargalos no cenário fluminense, como o esvaziamento do parque industrial do Rio, falta de incentivos e alta carga tributária, incluindo o ICMS. O parque local estaria entre o 10º e 15º do país, segundo Garcia.
Mão de obra e planos comerciais
A escassez de mão de obra qualificada é citada como obstáculo crítico, agravado pela ausência de escolas técnicas específicas para o setor gráfico no Rio. A empresa investe em recrutamento, RH e planos de carreira para 70 funcionários.
Com a ampliação da capacidade, a PowerPrint mira contratos em redes de franquias de embalagens e reforça presença nos setores de construção, supermercados e laboratórios. O objetivo é fidelizar clientes de longo prazo.
Perspectivas e parcerias
Garcia não busca ativamente investidores externos, mas admite abrir parcerias estratégicas que fortaleçam a posição nacional da empresa. O foco imediato é estabilizar a equipe de vendas e alcançar a projeção de faturamento.
O empreendedor reforça o desejo de manter a atuação no Rio de Janeiro, mesmo diante das dificuldades. A história da PowerPrint é apresentada como exemplo de sobrevivência e inovação na indústria gráfica regional.
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