- A Clever, empresa dinamarquesa de estações de recarga para carros elétricos, funciona sem chefes e usa grupos autogeridos em sua sede em Copenhague.
- Fundada em 2012 por Casper Kirketerp-Møller, a organização eliminou cargos de gestão intermediária em 2019 e, em 2025, chegou a abrir mão do próprio cargo de diretor-executivo.
- A decisão de manter o modelo foi tomada para acelerar decisões, reduzir atrasos de aprovações e ampliar a autonomia dos funcionários.
- A empresa tem cerca de 500 funcionários distribuídos em mais de cinquenta equipes de oito a doze pessoas, organizadas por objetivos.
- Em 2024, uma pesquisa interna indicou que 92% dos trabalhadores gostam de ir ao trabalho; a transição é mantida pela Andel, desligando as funções de chefia, mas preservando o modelo organizacional.
A empresa dinamarquesa Clever, que opera estações de recarga de carros elétricos, funciona sem chefes. O modelo visa estimular criatividade e desempenho coletivo, com decisões tomadas em grupos autogeridos. A sede fica em uma antiga área industrial de Copenhague.
Fundada em 2012 por Casper Kirketerp-Møller, a Clever não adota estruturas hierárquicas tradicionais. Em vez disso, os trabalhadores participam das decisões e acompanham a execução de tarefas. O objetivo é liberar o potencial de cada funcionário.
A transformação começou de forma gradual em 2019, com a eliminação de cargos de gestão intermediária e, posteriormente, da função de diretor-executivo. A meta é acelerar decisões e reduzir atrasos provocados por aprovações hierárquicas.
Em 2025, a Clever retirou definitivamente cargos de chefia. A estratégia envolve contratar e distribuir funções com clareza de responsabilidade, mantendo a autonomia coletiva. A empresa foi adquirida pela distribuidora de energia Andel, mantendo o modelo.
Hoje, a Clever conta com cerca de 500 funcionários, organizados em mais de 50 equipes de 8 a 12 pessoas, definidas por objetivos. O modelo prioriza a responsabilização individual dentro do trabalho em grupo.
A adoção dessa forma de gestão é vista como forma de enfrentar a era da inteligência artificial, em que a eficiência pode aumentar, mas o talento humano permanece central para inovação. O conceito divide opiniões entre especialistas.
Segundo analistas, a ausência de hierarquia exige formalização suficiente para evitar caos e conflitos. A prática pode apresentar alto nível de estresse em situações de decisão e de responsabilidades compartilhadas.
Funcionários relatam impactos positivos. Uma profissional de 37 anos afirma trabalhar em igualdade, com foco no sucesso coletivo e sem competição interna. A percepção interna aponta autonomia como motivação-chave.
O modelo ainda é pouco comum na Dinamarca, onde autogestão aparece em contextos variados, desde serviços públicos até organizações da sociedade civil. Desafios persistem, como equilíbrio entre liberdade e regras claras.
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