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Espanha na Copa, Japão na Bolsa e inflação em foco para grandes investidores

Japão ganha espaço nas carteiras globais com queda de exposição a ações; inflação volta a ser principal risco para Wall Street

Pesquisa do Bank of America revela que gestores apostam na Espanha para a Copa do Mundo, aumentam exposição ao Japão e reduzem posições em ações globais e tecnologia. Foto: Seleção Espanhola via X
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  • Pesquisa Global Fund Manager Survey do Bank of America, de junho, ouviu 206 gestores com cerca de US$ 640 bilhões em ativos.
  • Espanha lidera apostas para a Copa do Mundo de 2026 (22%), seguida pela França (19%); Brasil, Argentina e Inglaterra aparecem com 8%.
  • Japão ganha espaço nas carteiras, enquanto gestores reduzem exposição a ações e elevam caixa; Europa recebe menos investimento desde dez/2024.
  • Inflação é o principal risco, citada por 34%; bolha de IA aparece em segundo, com 28%; exposição a ações subiu pouco, e caixa aumentou.
  • 40% dos gestores esperam juros mais altos em doze meses; tecnologia perde espaço, mas IA continua sendo tema central e commodities/indústrias ganham destaque.

O Bank of America divulgou em junho a Global Fund Manager Survey, com 206 gestores responsáveis por cerca de US$ 640 bilhões. O questionário acompanha onde o dinheiro institucional atua, quais riscos preocupam e as apostas para a Copa do Mundo 2026, no contexto de mercados globais.

Os resultados mostram que a Espanha lidera as previsões para levantar a taça, com 22% das respostas. França vem em segundo, 19%. Brasil, Argentina e Inglaterra aparecem com 8%, seguido de Portugal, 6%, e Alemanha, 3%. O Japão ganha espaço nas carteiras.

Fora dos gramados, o Japão aparece como destaque na alocação de ativos, com investidores migrando parte do capital para esse mercado. Ao mesmo tempo, cresce a aposta em manter caixa, já que a posição média em liquidez subiu de 3,9% para 4,1%.

Japão conquista espaço nas carteiras globais enquanto gestores elevam posição em caixa

A leitura de junho aponta redução do apetite por risco. A exposição líquida a ações globais caiu de 50% para 38% em relação a maio, enquanto o efetivo caixa aumentou. Confiança na economia e nos lucros corporativos permanece, porém com menor ímpeto de alta.

Mercados que recebiam menos atenção ganham relevância, entre eles bancos, mineração, commodities e insumos industriais. Já a Europa perdeu espaço, atingindo o menor nível desde dezembro de 2024, e o setor de tecnologia passou a ter menos peso nas carteiras.

Wall Street ainda aposta em IA, mas a sensação já não é a mesma

Apesar do avanço da IA, a narrativa de mercado perde fôlego. A exposição líquida a tecnologia caiu de 33% para 26%. Os semicondutores aparecem como o ativo mais disputado, com 80% dos gestores posicionado de compra, o maior percentual da série histórica.

Sobre o estágio do ciclo de IA, 56% classificaram como boom e 21% como euforia. O boom indica valorização que atrai novos compradores por medo de ficar de fora; a euforia sinaliza preços distorcidos em relação aos fundamentos.

Inflação volta ao topo das preocupações e ameaça rivalizar com o risco da bolha de IA

Entre os riscos, 34% citam possível segunda onda inflacionária. Em seguida, 28% mencionam a bolha da IA. Expectativas apontam que 40% dos participantes esperam juros mais altos daqui a 12 meses, ante 16% em maio.

O crescimento global continua visto de forma positiva, com projeções de lucro corporativo em alta e IA mantendo atratividade de capital. Contudo, há maior preservação de caixa e redução de exposição a ações, com cautela adicional quanto a inflação e juros.

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