- Nesta quarta-feira, 17, o Copom se reúne para decidir se mantém ou encerra o ciclo de cortes da Selic, hoje em 14,50% ao ano.
- Mesmo com eventual corte de 0,25 ponto percentual, especialistas apontam que o cenário deve manter a Selic em patamares elevados nas próximas reuniões.
- Fatores como inflação em alta, confusão externa pela guerra no Oriente Médio, incertezas políticas com as eleições de outubro e impactos do El Niño pesam sobre a política monetária.
- Famílias de alta renda têm evitado grandes bancos e buscam liquidez por meio do patrimônio, via operação conhecida como HomeCash, que não exige desocupar o imóvel.
- No HomeCash, a proprietária recebe liquidez ao vender entre 55% e 60% do valor de mercado, mantém a locação e pode recomprar por valor fixo ou com participação de um fundo; riscos dependem de nova orientação do BC.
O Copom tem reunião marcada para esta quarta-feira, 17, para decidir se mantém ou encerra o ciclo de cortes da Selic, atualmente em 14,50% ao ano. Mesmo com uma possível redução de 0,25 ponto percentual, o cenário é de cautela para novas quedas a curto prazo.
Para o CEO do Rooftop, Daniel Gava, fatores macroeconômicos indicam que a inflação tende a subir e o ambiente externo permanece volátil, com a guerra no Oriente Médio. No Brasil, as incertezas políticas e o El Niño também são apontados como elementos que podem sustentar a Selic em patamares elevados.
O alto nível da taxa de juros pressiona o crédito tradicional. Nesse contexto, empresários e famílias de alta renda passam a buscar liquidez por meio de estruturas que envolvem o patrimônio, em vez de recorrer aos grandes bancos. O movimento é descrito como uma alternativa ao crédito caro.
HomeCash ganha espaço entre quem detém imóveis
Segundo Daniel Gava, uma prática chamada HomeCash propicia levantar capital usando o imóvel, sem desocupá-lo. O processo envolve a compra do bem por cerca de 55% a 60% do valor de mercado, mantendo o proprietário na locação e oferecendo a opção de recompra por valor fixo ou venda futura pelo fundo.
A estratégia funciona como uma liquidez rápida, com o imóvel permanecendo na posse do proprietário. Ao final do acordo, há uma decisão sobre recompra ou saída do patrimônio, com possibilidades de reposicionamento no mercado por meio do fundo.
Caso o BC aja com maior cautela na política de juros, a engenharia financeira descrita pelas famílias de alta renda tende a manter a velocidade de negócios no país, movida pela liquidez extracabinete bancário e pela valorização de ativos imobiliários.
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