- O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, menor nível desde setembro de 2022, em decisão unânime nesta quarta-feira (17).
- Esta foi a quarta reunião consecutiva sem mudanças na taxa e marcou a estreia de Kevin Warsh na presidência da autoridade monetária.
- A decisão ocorreu em meio a inflação acima da meta e mercado de trabalho ainda resistente, com pressão de Donald Trump por juros menores.
- O comitê enfatizou que a inflação permanece acima de 2% e que choques de oferta, especialmente de energia, contribuíram para o movimento de preços.
- Economistas destacam reflexos da política de juros dos EUA sobre o Brasil, com risco de manter a Selic elevada por mais tempo e pressão no câmbio diante de juros norte-americanos altos.
O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, operação anunciada nesta quarta-feira (17). A decisão foi unânime e marca a menor Selic dos EUA desde setiembre de 2022. O pacote de medidas foi aprovado por 12 votos a 0.
A decisão ocorre em meio a inflação ainda acima da meta e a um mercado de trabalho resiliente. O Fed destaca riscos externos, como a guerra no Oriente Médio, mas enfatiza a necessidade de conter a inflação enquanto sustenta o emprego.
Para além disso, o encontro marcou a estreia de Kevin Warsh na presidência do Fed, indicado pelo presidente Donald Trump. Warsh assumiu o mandato de quatro anos após cerimônia na Casa Branca em 22 de maio.
Nova presidência do Fed
O Fomc ressaltou que a economia americano continua crescendo de forma sólida, com investimentos empresariais fortes e produtividade em alta. O mercado de trabalho permanece estável, com criação de empregos alinhada ao crescimento da força de trabalho.
A inflação continua acima da meta de 2%. O comitê aponta choques de oferta, especialmente no setor de energia, como parte das pressões recentes sobre preços. O objetivo central continua a estabilidade de preços com um mercado de trabalho robusto.
A decisão foi tomada de forma unânime, mantendo a faixa de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano. O Fed reitera compromisso com a meta de inflação e a estabilidade econômica, monitorando riscos à economia.
Efeito dos juros no Brasil e nos mercados
A manutenção de juros elevados nos EUA mantém os rendimentos das Treasuries atraentes. Isso tende a atrair capital para o país, fortalecendo o dólar e reduzindo o interesse por ativos em outros mercados, como o brasileiro.
A influência sobre o câmbio pode limitar o espaço do Banco Central brasileiro para reduzir a taxa Selic. Com dólar mais firme, as importações sobem de custo, pressionando a inflação no Brasil e mantendo a taxa básica em patamar elevado por mais tempo.
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