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Fundo do Safra aposta em IA em 2024 e vê tese crescer com retorno

Safra lança o primeiro fundo de inteligência artificial no Brasil; retorno acumulado de 136,38% e 43,61% em doze meses de 2026 até maio, com carteira voltada à cadeia da IA

Um fundo do Safra apostou na AI em 2024 – e a tese ganhou escala (e altos retornos)
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  • O Safra criou o Safra Inteligência Artificial, o primeiro fundo de IA do Brasil, com foco na cadeia de valor e na infraestrutura da AI.
  • O fundo acumula 136,38% de retorno desde o lançamento, com 110,88% nos últimos doze meses; até maio de 2026, o ganho foi de 43,61% (770,09% do CDI) e o patrimônio médio já passa de R$ 748 milhões.
  • O portfólio inclui Nvidia, AMD, Broadcom, TSMC, Dell, Micron, Datadog, Snowflake, Cloudflare, Palo Alto Networks, CrowdStrike, Fortinet e Zscaler.
  • A tese prioriza exposição aos diversos elos da cadeia da IA, desde fabricantes de chips até provedores de infraestrutura e cibersegurança, com ênfase na infraestrutura em vez de apenas modelos de linguagem.
  • Exemplos de movimentação: Dell teve forte retorno com negócios de servidores e armazenamento; Micron registrou valorização expressiva, em meio a contratos plurianuais de memória e demanda estável.

O Safra criou em março de 2024 o Safra Inteligência Artificial, o primeiro fundo dedicado a IA do Brasil. A estratégia é investir de forma ampla na cadeia da IA, não em um único campeão.

A carteira abrange fabricantes de chips, memória, data centers, software de infraestrutura e empresas de cibersegurança. Entre as empresas mencionadas estão Nvidia, AMD, Broadcom, TSMC, Dell, Micron, Datadog, Snowflake, Cloudflare, Palo Alto Networks, CrowdStrike, Fortinet e Zscaler.

O fundo acumula retorno de 136,38% desde o lançamento. Nos últimos 12 meses, a rentabilidade foi de 110,88%. Até maio de 2026, o desempenho no ano atingiu 43,61%, equivalente a 770,09% do CDI.

O patrimônio médio do Safra Inteligência Artificial já supera R$ 748 milhões. Segundo o banco, a exposição segue pela cadeia produtiva e pela demanda por infraestrutura de IA.

A Dell foi um dos melhores componentes da carteira, com a divisão de servidores e armazenamento registrando alta de 181% na comparação anual. A empresa elevou a previsão de receita com servidores de AI de US$ 50 bilhões para US$ 60 bilhões, impulsionando as ações.

Na memória, a Micron ganhou destaque após fechar contratos plurianuais com grandes clientes, fortalecendo a previsibilidade de demanda. A ação da empresa valorizou quase 9x nos últimos doze meses.

Segundo o Safra, essa abrangência só foi possível graças à equipe de análise especializada, a produtos estruturados ligados à IA e a investimentos em infraestrutura conectada à tese. O fundo atua como porta de entrada para o ecossistema.

Para o banco, a IA está em estágio inicial de adoção em diversos setores, o que sustenta novas oportunidades de retorno. A visão é de que a transformação econômica tende a se intensificar com o tempo, sem atribuir uma conclusão definitiva.

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