- O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, estabeleceu a meta de entregar um superávit de 1 a 5 bilhões de reais ao sucessor em outubro, contrastando com o déficit previsto de 19 bilhões no mandato anterior.
- A estratégia envolve três pilares: cortar despesas e auditar contratos, reestruturar a dívida de cerca de 30 bilhões de reais e aderir ao programa Propag para reduzir o peso da dívida.
- Também pretende reestruturar a arrecadação de ICMS para ampliar a receita e combater sonegação, além de enviar um projeto de lei para punir devedores contumazes e retomar o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira).
- A terceira frente foca em reduzir burocracia para empresas e renovar convênios de incentivo fiscal vencidos.
- Couto admite que a meta é ousada; interlocutores de Cláudio Castro consideram o objetivo impossível, e o governador interino completará três meses no cargo na próxima semana.
O desembargador Ricardo Couto, que governa o Rio de Janeiro interinamente, estabeleceu uma meta ambiciosa para as contas públicas: entregar ao successor eleito em outubro um superávit de 1 a 5 bilhões de reais, bem diferente do déficit de até 19 bilhões projetado ao final do governo de Cláudio Castro.
A estratégia passa por três eixos. Primeiro, cortar despesas, com redução de pessoal e auditoria em contratos, somados à reestruturação da dívida de cerca de 30 bilhões. A renegociação via Propag do governo federal também deve aliviar o caixa.
Segundo eixo envolve ampliar a receita com revisão de barreiras fiscais e combate à sonegação, com projeto de lei para devedores contumazes e atuação conjunta com a Assembleia. O governo pretende reativar o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira).
Terceiro tronco foca em melhorar o ambiente econômico, reduzindo burocracia para empresas e renovando convênios de incentivos fiscais vencidos.
Planos em três frentes
Couto reconhece a meta como ousada, afirmando que busca chegar a pelo menos 1 bilhão de superávit. A declaração foi feita durante um almoço com empresários no Copacabana Palace nesta terça-feira, 17.
Membros da gestão de Castro veem a meta como improvável de ser cumprida, argumentando que a renegociação da dívida via Propag não deveria entrar no cálculo. Couto completa três meses no cargo na próxima semana e deve permanecer no Palácio Guabanara até a eleição.
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