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IG4 mira reestruturar US$25 bilhões de dívidas de Braskem e Raízen

IG4 mira reestruturação de Braskem e Raízen, com dívidas somando US$ 25 bilhões, na maior recuperação extrajudicial do Brasil

(Fonte: IG4)
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  • A IG4 Capital mira reestruturação de cerca de US$ 25 bilhões em dívidas da Braskem e da Raízen, duas das maiores vítimas do ciclo de crédito brasileiro.
  • A IG4 já tem participação majoritária na Braskem e propõe comprar dívida suficiente para obter controle na Raízen, em meio à maior recuperação extrajudicial da história do Brasil, ainda sem acordo fechado.
  • A gestora diz atuar ao lado dos credores, com participação da Petrobras na Braskem, que passou a ter a presidência do conselho sob acordo de recuperação, buscando consenso nas negociações.
  • Os credores estão sendo contatados pela IG4 para viabilizar a recuperação extrajudicial da Braskem e, se necessário, recorrer a medidas cautelares, conforme possibilidades futuras.
  • A IG4 captou US$ 400 milhões para o terceiro fundo na América Latina, elevando o total a US$ 1,2 bilhão, e mantém estratégia de controlar ou partilhar ativos e dívidas em dificuldades.

A IG4 Capital está no centro de uma reestruturação de dois nomes pesados do crédito brasileiro. A gestora, que administra cerca de US$ 4,8 bilhões em capital e dívida, busca reorganizar US$ 25 bilhões em dívida da Braskem e da Raízen, em meio à maior recuperação extrajudicial já vista no país.

No começo deste ano, a IG4 assumiu controle majoritário da Braskem, afetada por um desastre ambiental e por anos de preços baixos. Para a Raízen, a gestora propõe adquirir dívida suficiente para obter participação majoritária, ainda sem acordo fechado, segundo pessoas familiarizadas com o tema ouvidas pela Bloomberg News.

A estratégia da IG4 envolve agir diretamente com credores. O objetivo é facilitar uma solução de longo prazo para as duas empresas, mantendo a Petrobras como acionista de peso na Braskem e coordenando negociações externas com credores, conforme declaração de executivos da empresa.

Analistas apontam que o desafio é de grandes proporções. A IG4 já captou mais de US$ 1,2 bilhão em fundos e ampliou atuação internacional com equipes em Londres e Madri, além de atuação no Brasil. A gestora afirma priorizar controle ou participação relevante em ativos estratégicos e evitar empresas sem ativos significativos.

A depender do ritmo das conversas, há a possibilidade de uso de medidas judiciais para proteção de crédito. A própria Bloomberg informou que a busca por apoio de um terço dos credores para iniciar o processo de recuperação extrajudicial pode avançar ainda neste ciclo de pagamentos, previsto para julho.

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