- A Eurosatory 2026, em Villepinte, na Grande Paris, reúne armas, munições, veículos blindados e drones, incluindo participação de empresas brasileiras.
- O Brasil participa com 24 empresas de defesa, buscando ampliar exportações e ganhos de visibilidade no mercado global.
- O SIPRI aponta gastos militares globais de 2,7 trilhões de dólares em 2024, recorde histórico, com aumento de 9,4% em relação ao ano anterior.
- O Espaço Brasil na feira reúne companhias de comunicação, drones, cibersegurança, engenharia de sistemas e logística, com apoio da ApexBrasil, para apresentar talentos e capacidades nacionais.
- Executivos e representantes destacam oportunidades de contratos, fornecimento e benchmarking, enfatizando crescimento da demanda global por tecnologia e componentes de defesa.
Na Eurosatory 2026, a indústria de defesa brasileira busca ampliar presença em um mercado em expansão. O evento reúne armas, munições, veículos blindados e drones, em Villepinte, nos arredores de Paris, entre 15 e 19 de junho. A conjuntura internacional atual sustenta o aumento de gastos em defesa, com foco em tecnologia e exportação.
O encontro ocorre num momento de tensões globais que alimentam a demanda por equipamentos militares. Dados do SIPRI apontam gastos mundiais em 2024 na casa de 2,7 trilhões de dólares, taxa recorde e alta de 9,4% em relação ao ano anterior. O Brasil participa como visitante ativo, buscando oportunidades de negócio e parcerias.
A delegação brasileira enfatiza o papel da Eurosatory como vitrine para o setor. Representantes do Ministério da Defesa destacam a presença de 24 empresas nacionais na feira, reforçando a intenção de voltar a ocupar espaço relevante no mercado internacional de defesa.
Espaço Brasil
No estande do Espaço Brasil, empresas de sistemas de comunicação, comando e controle de drones, cibersegurança, engenharia de sistemas e suporte logístico apresentam soluções diversas. A ApexBrasil presta apoio institucional à participação do país no evento.
A Cinadra, fabricante de componentes para bombas e munições, destaca a importância da visibilidade internacional. O CEO Marcello de Brito Meira afirma que a participação facilita o acesso a mercados globais, sem competir entre si dentro do setor, ampliando oportunidades de fornecimento.
A Abimde aponta que a feira serve para buscar contratos, novos fornecedores e representantes comerciais, além de permitir benchmarking e alinhamento com a demanda de mercado. Delegações de África, Ásia e América do Sul tendem a circular pelo espaço europeu.
Panorama e perspectivas
Especialistas destacam que o Brasil tem ampla gama de produtos, incluindo software de sistemas, logística, armamentos e equipamentos de proteção individual. O objetivo é consolidar o país como fornecedor competitivo em meio ao amadurecimento do mercado global de defesa.
O setor ressalta o papel do capital humano e da capacidade tecnológica nacional, mesmo diante de limitações orçamentárias. Arranjos de cooperação e investimentos estratégicos são citados como caminhos para avanços tecnológicos e maior autonomia produtiva.
A Eurosatory, realizada a cada dois anos, reúne mais de 2 mil expositores de 65 países. Até sexta, o objetivo é ampliar contatos, demonstrar tecnologia e fechar acordos, em meio a um cenário de debates sobre investimentos, segurança e geopolítica.
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