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Inflação do Reino Unido fica em 2,8% em maio, segundo dados

Inflação ao consumidor no Reino Unido fica em 2,8% em maio; transporte avança, alimentos desaceleram e compensam a pressão sobre o índice

Preço médio da gasolina chegou a 157,4 pence por litro, maior nível desde novembro de 2022; inflação dos serviços subiu a 3,7%; na imagem, Tower Bridge, em Londres
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  • A inflação ao consumidor no Reino Unido ficou em 2,8% em maio, estável em relação a abril.
  • O CPI subiu 0,2% na comparação mensal; o indicador chegou a 0,2% em maio de 2025.
  • O transporte avançou 6,8% em 12 meses, compassando forte alta de passagens aéreas (+10,3% de abril a maio).
  • Alimentos e bebidas não alcoólicas desaceleraram para 2,2% e contribuíram para conter o índice.
  • O CPIH, que inclui custos de moradia, avançou 3,0% em 12 meses; custos de moradia de proprietários cresceram 3,3% em 12 meses.

A inflação ao consumidor no Reino Unido manteve 2,8% em maio, repetindo o ritmo de abril. Os dados foram divulgados pelo Office for National Statistics (ONS) nesta quarta-feira (17.jun.2026). Em termos mensais, o CPI subiu 0,2%.

O CPIH, indicador mais amplo que inclui custos de moradia de proprietários, avançou 3,0% em 12 meses, mantendo a leitura de abril. Os aumentos de preços de transporte equilibraram a desaceleração em alimentos e bebidas não alcoólicas.

Destaques por setor

Os gastos com transporte subiram 6,8% em maio, ante 4,5% em abril, com alta de 0,4% na margem. Passagens aéreas cresceram 10,3% de abril para maio, enquanto, há um ano, caíram 5,0%. A ONS aponta possíveis impactos das datas de Páscoa e férias escolares.

O preço da gasolina avançou para 157,4 pence por litro, o maior desde novembro de 2022, elevando os combustíveis 24,6% em 12 meses. Já alimentos e bebidas não alcoólicas desaceleraram de 3,0% para 2,2%, com quedas de preços em carne, laticínios, vegetais e peixe.

Outros apontamentos do relatório mostram serviços em alta de 3,7% (de 3,2%), bens em 2,0% (de 2,4%), núcleo da inflação em 2,6% (de 2,5%). Restaurantes e hotéis caíram de 4,4% para 4,2%, habitação e serviços domésticos recuaram de 1,4% para 1,2%, e móveis registraram leve deflação de 0,1%.

Os custos de moradia de proprietários subiram 3,3% em 12 meses, ante 3,6% em abril, marcando a menor taxa desde junho de 2022. As informações ajudam a entender a dinâmica entre energia, alimentação e serviços no mês.

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