- Inflação de 3,20% entre janeiro e maio e 4,72% em 12 meses; Copom pode anunciar nesta quarta-feira, 17, à noite, uma nova redução da Selic.
- Em abril, o comitê reduziu a taxa para 14,5% (queda de 0,25 ponto percentual), movimento menor que o anterior e sem sinal claro de continuidade.
- Se o desajuste persistir, a inflação pode ficar acima ou perto do teto da meta, 4,5%,/ dificultando novo afrouxamento e possivelmente gerando aperto monetário.
- O boletim Focus apontou alta da mediana das projeções para a Selic no fim do ano, de 13,25% para 13,75%, com crescimento econômico estimado em 1,96%; 2027 em 1,70%.
- Debate sobre inflação na campanha eleitoral tem tido pouco interesse dos candidatos, que ainda não apresentaram programas de governo.
O que aconteceu: o foco da política monetária é a inflação, que ficou em 3,20% de janeiro a maio e 4,72% em 12 meses. O Copom deve anunciar nesta quarta-feira, 17, à noite, se reduz a Selic pela próxima vez.
Quem está envolvido: o Comitê de Política Monetária (Copom) e o mercado financeiro, que observa as decisões sobre a taxa básica de juros. Também aparecem no cenário os agentes que acompanham as expectativas de inflação pelo Focus.
Quando e onde: a decisão ocorre nesta quarta-feira, 17 de junho, no Brasil. O anúncio acontece após a última reunião do Copom, em abril, quando a Selic foi reduzida para 14,5%.
Como aconteceu no passado recente: em abril o Copom cortou 0,25 ponto, indo a 14,5%. A redução foi menor que a anterior, de 0,5 ponto. O comitê citou incertezas internacionais e o risco de inflação alta por um período longo.
Por que isso importa: se a inflação seguir acima da meta, perto de 4,5%, o Copom pode ter dificuldade em afrouxar ainda mais. Há possibilidade de manter ou até reforçar aperto, dependendo do cenário externo e interno.
O que o mercado projeta: o boletim Focus apontou 5,30% de inflação mediana para a segunda semana de junho, acima do teto. A Selic estimada para o fim do ano subiu para 13,75%, com crescimento projetado de 1,96%.
Qual o impacto para a economia: a combinação de inflação elevada e crescimento limitado configura um desafio para as políticas públicas. O quadro complica a agenda econômica do governo central.
Cenário político e agenda eleitoral: embora a inflação estivesse prevista para pautar o debate, os candidatos têm mostrado pouco interesse no tema até o momento. Programas de governo não foram apresentados de forma robusta.
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