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Kordansky encara legado de Sonnier e grants do Trellis no radar do setor

Phillips atinge recorde de venda de relógios com 75,8 milhões de dólares; Pace Gallery anuncia cortes de cinquenta empregados e cinquenta artistas, gerando reação crítica

A portrait of Keith Sonnier
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  • A venda de relógios da Phillips em Nova York, a Watch Auction: XIV, acumula US$ 75,8 milhões, o maior total já registrado em uma venda de relógios nos Estados Unidos; o recorde anterior foi de US$ 43,5 milhões em dezembro.
  • Pace Gallery anunciou demissões de 50 funcionários e redução de 50 artistas do elenco de artistas representados; a empresa atribui as medidas a uma “correção de modelo” diante de um sistema de arte visto como excessivamente expansionista.
  • Críticos e artistas repercutem as ações da Pace; entre eles, o crítico Jerry Saltz, que chamou a galeria de “Fyre Festival das mega-galerias” e questionou o impacto da estratégia de crescimento da Pace.
  • Saltz afirmou que o comentário não é contra mega-galerias em si, mas contra a gestão da Pace, que, segundo ele, virou um centro de branding e modismos sem entregar resultados consistentes.
  • A matéria de referência faz parte do On Balance, boletim da ARTnews sobre o mercado de arte e movimento do setor, com foco nas mudanças da semana.

O leilão de relógios da Phillips em Nova York quebrou recordes, somando 75,8 milhões de dólares. O resultado consolidou a maior venda de relógios já realizada nos EUA, superando a marca anterior de 43,5 milhões de dólares, estabelecida pela própria casa em dezembro.

O dado estratégico do mercado de arte envolve compradores institucionais e colecionadores privados que participaram da audiência online e presencial. A Phillips destacou a diversidade de peças que contribuíram para o volume recorde, ampliando o peso do segmento de relógios de luxo no cenário americano.

Paralelamente, o mercado observou mudanças na estrutura de algumas megacasas. A Pace Gallery anunciou cortes que afetaram 50 funcionários e 50 artistas, o que sinaliza uma reconfiguração de sua operação diante de pressões de mercado e de estratégias de crescimento.

A administração da Pace, liderada pelo CEO Marc Glimcher, atribuiu as medidas a uma necessidade de ajustar o modelo de negócios a práticas de calibração de oferta e demanda. Em entrevistas, o executivo chamou as mudanças de uma “correção de modelo” orientada ao equilíbrio entre ambição e sustentabilidade.

Entre críticos e profissionais, a repercussão das ações de Pace gerou respostas diversas. O jornal New York Magazine descreveu a ambição da galeria como questionável, destacando a percepção de que a empresa tornou-se um centro de marca, com foco em marketing e crescimento rápido, em detrimento de uma estabilidade mais longa.

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